A postura da equipe pedagógica em relação ao corpo docente, aos alunos e a comunidade escolar *Ana Regina Caminha Braga

ana_regina_caminha_bragaÉ comum a leitura de análises sobre as práticas dos professores em sala de aula, as atividades e projetos elaborados, assim como a atenção aos alunos enquanto aprendizes. Mas quando pensamos na equipe pedagógica (diretores, coordenadores e pedagogos), quem proporciona a capacitação e a reciclagem desses profissionais? Será que a escola se preocupa em ouvir as famílias e os alunos para compreender o que eles pensam sobre seus gestores?
A equipe pedagógica de uma escola tem dentre algumas funções, a de acompanhar o planejamento dos professores; direcionar suas pesquisas; e contribuir com sua formação continuada para que os docentes possam inovar suas atividades e tomar consciência de suas posturas enquanto profissionais. No entanto, a equipe precisa ter o conhecimento necessário para mediar esse percurso.
O professor enfrenta diversos obstáculos, cobranças, extremidades com notas, faltas, explicações que os alunos solicitam e ele não sabe ao certo a resposta, dentre outras questões. Onde está a equipe pedagógica para orientar este professor? É extremamente necessário chamá-lo para a construção de um caminho adequado para sua prática ou um meio para amenizar as dificuldades enfrentadas.
O que acontece é que o educador não procura a equipe pedagógica (com “formação” para orientação), ou seja, em alguns casos fica nítido a “barreira” que o distancia da troca de experiência, da reciclagem, das novas posturas educacionais e destaca o engessamento dos modelos e práticas tradicionais. O professor fala, a criança aceita e os pais ficam sem orientação também. Por outro lado, o aluno também não procura a equipe pedagógica por que sabe que não tem espaço para tal diálogo.
Já referente aos responsáveis, não há um acesso a contento para conversar e esclarecer dúvidas. Normalmente, a equipe pedagógica possui uma agenda preenchida e não há flexibilidade para recepcionar aqueles que orientam seus alunos em casa. Daí alguns podem dizer: “Ah! Ana, mas e o momento da reunião de Pais/Responsáveis e Mestres?”.
Eu pergunto: será que uma vez por semestre é o suficiente, sendo que as coisas acontecem diariamente? Os pais também precisam do feedback de como seus filhos caminham como aprendizes, onde estão suas habilidades e dificuldades, o que eles podem fazer para facilitar a caminhada ou orientar para colocar limites em outras situações.
O momento atual proporciona o tempo de rever estas questões e trabalharmos para mudanças e aprimoramentos deste diálogo entre a equipe pedagógica, os professores, alunos e comunidade escolar. Não é preciso impor limites nestas relações, mas abrir espaços de comunicação e crescimento para todos.
*Ana Regina Caminha Braga (anaregina_braga@hotmail.com) é escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.

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