Lorena Izabel Lima

Lorena Izabel Lima


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Colunas
Conversando com um colega muito estimado, a quem admiro e devo uma visita, detivemo-nos nas questões oratória e prosódia das palavras. Formado, como eu em Letras e, diferente de mim, em Direito, o Sr. Hélio é daquelas pessoas apaixonadas pela Literatura e pela Oratória. Ao entrar em seu escritório, diversos livros de Literatura se misturam a compêndios de Direito e pastas de contabilidade – todas organizadas com extremo cuidado e meticulosamente preenchidas à mão. Algumas décadas nos separam, mas o gosto pela língua portuguesa é similar. A ele, devo o conhecimento do [...]
Nos textos da áera jurídica é comum o uso de expressões em Latim, esta que na genealogia é mãe de línguas românicas como o Português. Raros são os usos do latim na atualidade. A língua mudou muito e continua seus processos de eterna mudança. Nas últimas décadas, a Ciência Linguística vem redefinindo a noção de “erro” no uso da língua, seja ela verbal ou escrita. A língua não é homogênea: ela sofre variações de todas as matizes, devido à região geográfica, ao tempo, ao grau de escolarização, à classe social, à faixa etária dentre outra série de [...]
Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo: Teadoro, Teodora. BANDEIRA, M., Meus poemas preferidos, São Paulo: Ediouro, 2002. O título que dá nome a este poema dialoga com um fenômeno natural e constante da língua: o surgimento de novas palavras. No poema, o eu lírico faz um jogo com o título do poema, em cujos versos podemos reconstruir o sentido da palavra “Neologismo”, que flerta no poema com o verbo inventar: “invento palavras”. O eu lírico [...]

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