Maria Daluz Augusto


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Ano XVIII – 04/março/1972 – Número 239 Não me lembro quando o conheci só sei que sempre nos demos muito bem e nossos encontros foram marcados por papos rápidos, pois ambos tínhamos pressa. Mais tarde soube do seu casamento. Nos primeiros anos você foi feliz e o merecia. Algum tempo depois, soube que sua jovem esposa adoecera. Começou então a sua luta titânica. Lutando, trabalhando, você consumia o que ganhava na doença de sua esposa. Você batalhou como um bravo e como poucos o fazem. E ela não sarava. Mas você é forte e nunca desanimou. E continuava porque já tinha filhos [...]
Ano XVIII – 09/outubro/1971 – Número 221 15 Viúva, mãe carinhosa, excelsa em virtude e educadora eminente, tendo recusado, por amor aos filhos, uma coroa que lhe daria o casamento com Ptolomeu. Foi ela, e só ela quem os conduziu à força de ensinamentos e de exemplos, à estrada larga das altas aspirações de justiça. Recebendo certa vez, Cornélia, em seu lar feliz, algumas damas rebrilhantes de finos adereços e ostentando ricos vestidos sucedeu perguntarem-lhe por suas jóias… Em resposta, Cornélia retirou-se e volto logo depois trazendo consigo os pequenos GRACOS, seus [...]
XVIII – Setembro/1971 Edição nº 216 Não sei quando foi que ele veio para cá. Lembro-me apenas, que já o conheci meio maltratado pelos anos, ou talvez pela própria vida. A verdade é que, apesar de judiado, ele proporcionou momentos de indizível satisfação, principalmente às crianças que lhe eram mais chegadas. E quantas crianças passaram por ele… a quantas crianças ele encantou, ele embalou com o seu espírito infantil. Eu fui uma dessas crianças que tive a felicidade de conhecê-lo, de senti-lo, de ouvir a melodia que emanava de dentro de si. Aprendi a cantar o [...]

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