Tempos sombrios

Tempos sombrios

11 de outubro de 2017 // 0 Comments

Terminei de ler, ou melhor, ouvir, embora prefira dizer que leio com os ouvidos e não com os olhos, o livro Ventania, de autoria do escritor e dramaturgo. Alcione Araújo. Terminei de ler, ou melhor, ouvir, embora prefira dizer que leio com os ouvidos e não com os olhos, o livro Ventania, de autoria do escritor e dramaturgo. Alcione Araújo. A história se passa na fictícia cidade de Ventania, situada em qualquer lugar do interior desse imenso Brasil e tem como um de seus motes centrais a [...]

A importância de ser lembrado

30 de setembro de 2017 // 0 Comments

Logo após o falecimento de meu amigo Ademar Olimpio Murara, comuniquei seu falecimento a alguns amigos em comum, entre os quais Ivo Trebien e Paulo Roberto Rochemback, o Paulinho, como sempre o chamamos. Logo após o falecimento de meu amigo Ademar Olimpio Murara, comuniquei seu falecimento a alguns amigos em comum, entre os quais Ivo Trebien e Paulo Roberto Rochemback, o Paulinho, como sempre o chamamos.Ivo, no mesmo dia em que recebeu meu whats app, veio me visitar e falou da inexorabilidade [...]

Anos dourados e rebeldes

2 de setembro de 2017 // 0 Comments

  Republico essa crônica, que consta em meu livro, Meus caros amigos, 2014, e que foi originalmente publicada aqui em Caiçara em junho de 2011. A republicação é uma singela última homenagem ao meu grande amigo, Ademar Olimpio Murara, que faleceu em Canoinhas, dia 20 de agosto de 2017, aos 59 anos.Em uma tarde de verão de 1971, estávamos todos reunidos na rua Barão do Cerro Azul, nas imediações da esquina com a Coronel Gualberto, quando, na casa situada, exatamente, na esquina [...]

40 anos em Caiçara

11 de agosto de 2017 // 0 Comments

  Neste agosto de 2017, quando o Jornal Caiçara completa 64 anos de fundação. Eu comemoro meus 40, como colunista de Caiçara.   Na edição anterior, nossa editora Margarete Sá, que está reeditando algumas crônicas de Lulu e René Augusto, selecionou uma na qual Lulu presta homenagem aos meus 13 anos, completados em 1971. Na bela e comovente homenagem, tia Lulu, menciona que escreveria para eu ler mais tarde e quando ela não estivesse mais aqui. E foi o que aconteceu, li somente [...]

O tempo da memória

30 de junho de 2017 // 1 Comment

  Aproprio-me do título do livro do filósofo Norberto Bobbio, para dar nome a esta crônica. Em seu livro, Bobbio tece profunda reflexão sobre sua trajetória intelectual e, portanto, seu passado. Mesmo com minha grande dificuldade visual, ainda consigo assistir filmes na televisão, precisando para isso, me sentar em frente ao aparelho, ficando de 20 a 30 cm, da tela. Claro que não consigo mais perceber a todos os detalhes de um filme, mas para isso conto com o auxílio daqueles que [...]

Mais alguns fragmentos

14 de maio de 2017 // 0 Comments

 Há muitos anos que não tenho notícias da família de Isabel e Pedro Kuns. Sei apenas que Pedro já é falecido há alguns anos. Eles eram meus vizinhos, moravam na Rua João Gualberto, bem ao lado do prédio de seu Silvio Araújo. Se bem me lembro eles tinham três filhos, Marli, que era de minha idade ou, um ano mais velha, Mário que era um ou dois anos mais novo do que eu e Emerson que acho que era uns 10 anos mais novo do que eu. Eles eram nossos amigos e assim íamos algumas vezes a [...]

Catarse na chuva

28 de abril de 2017 // 0 Comments

Recebi de presente de aniversário de minha filha Mayara o ingresso para o show de Elton John e James Taylor, no Alianz Parque em São Paulo. Mayara que também é fã do velho Elton me acompanhou na mitológica jornada. Devido ao mau tempo e ao grande afluxo de veículos em direção ao belíssimo estádio do Palmeiras, chegamos bastante atrasados, assistindo a apenas cerca de 30% da apresentação de James Taylor. Não me importei com o atraso, pois Taylor, pouco ou quase nada diz para mim. [...]

Orfeu Negro

30 de março de 2017 // 0 Comments

Finalizando a trilogia sobre o para mim emblemático ano de 1975, não posso deixar de mencionar um dos mais belos filmes que assisti em toda minha vida, Orfeu Negro e uma das mais belas canções que já ouvi Manhã de Carnaval, que compõe a belíssima trilha sonora do filme. Se minha memória não me prega uma peça, assisti Orfeu Negro no final de 1975, e esse filme acabaria sendo para mim uma espécie de introdutor no cinema de arte. Uma vez que até ali eu, praticamente, me limitava a [...]

Alma tricolor

20 de janeiro de 2017 // 0 Comments

Além de gostar, nunca esqueço a canção de 1973, de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, intitulada Agora é Portela 74, na qual os autores, certamente, portelenses, após a Portela ter perdido o Carnaval de 1973, compuseram a emblemática canção, que diz: vamos mudar esse placar final. Ouvi essa canção a exaustão em 1974, após meu Fluminense ter perdido a final do Campeonato Carioca daquele ano para o Flamengo. Lembro com clareza que o que eu mais queria era mudar aquele placar [...]

1975 II

22 de dezembro de 2016 // 0 Comments

Dores urbanas Hora certa, dores urbanas falsas conversas, tempo marcado, coisas sem vida, apenas ruas, espelhos quebrados, imagens deturpadas, viagens sem volta, o transe do sono, falta de imaginação, apego material, caminhos finitos, corpos presentes, espíritos ausentes, noites muito claras, luzes artificiais, sons fabricados, pouca naturalidade, vestígios do dia que a noite aos poucos apaga, enfim madrugada. O vento nas árvores, praças desertas com muita vida, a cidade em silencio e a [...]
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