Mais alguns fragmentos

Mais alguns fragmentos

14 de maio de 2017 // 0 Comments

 Há muitos anos que não tenho notícias da família de Isabel e Pedro Kuns. Sei apenas que Pedro já é falecido há alguns anos. Eles eram meus vizinhos, moravam na Rua João Gualberto, bem ao lado do prédio de seu Silvio Araújo. Se bem me lembro eles tinham três filhos, Marli, que era de minha idade ou, um ano mais velha, Mário que era um ou dois anos mais novo do que eu e Emerson que acho que era uns 10 anos mais novo do que eu. Eles eram nossos amigos e assim íamos algumas vezes a [...]

Catarse na chuva

28 de abril de 2017 // 0 Comments

Recebi de presente de aniversário de minha filha Mayara o ingresso para o show de Elton John e James Taylor, no Alianz Parque em São Paulo. Mayara que também é fã do velho Elton me acompanhou na mitológica jornada. Devido ao mau tempo e ao grande afluxo de veículos em direção ao belíssimo estádio do Palmeiras, chegamos bastante atrasados, assistindo a apenas cerca de 30% da apresentação de James Taylor. Não me importei com o atraso, pois Taylor, pouco ou quase nada diz para mim. [...]

Orfeu Negro

30 de março de 2017 // 0 Comments

Finalizando a trilogia sobre o para mim emblemático ano de 1975, não posso deixar de mencionar um dos mais belos filmes que assisti em toda minha vida, Orfeu Negro e uma das mais belas canções que já ouvi Manhã de Carnaval, que compõe a belíssima trilha sonora do filme. Se minha memória não me prega uma peça, assisti Orfeu Negro no final de 1975, e esse filme acabaria sendo para mim uma espécie de introdutor no cinema de arte. Uma vez que até ali eu, praticamente, me limitava a [...]

Alma tricolor

20 de janeiro de 2017 // 0 Comments

Além de gostar, nunca esqueço a canção de 1973, de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, intitulada Agora é Portela 74, na qual os autores, certamente, portelenses, após a Portela ter perdido o Carnaval de 1973, compuseram a emblemática canção, que diz: vamos mudar esse placar final. Ouvi essa canção a exaustão em 1974, após meu Fluminense ter perdido a final do Campeonato Carioca daquele ano para o Flamengo. Lembro com clareza que o que eu mais queria era mudar aquele placar [...]

1975 II

22 de dezembro de 2016 // 0 Comments

Dores urbanas Hora certa, dores urbanas falsas conversas, tempo marcado, coisas sem vida, apenas ruas, espelhos quebrados, imagens deturpadas, viagens sem volta, o transe do sono, falta de imaginação, apego material, caminhos finitos, corpos presentes, espíritos ausentes, noites muito claras, luzes artificiais, sons fabricados, pouca naturalidade, vestígios do dia que a noite aos poucos apaga, enfim madrugada. O vento nas árvores, praças desertas com muita vida, a cidade em silencio e a [...]

1975

16 de dezembro de 2016 // 0 Comments

Para Eli Kulicheski Traffic Tardes cinzentas, de chuva e fumaça, Solidão e tristeza. Na vitrola o Traffic, na cabeça um emaranhado de ideias que nunca serão nada mais que ideias. Os amigos se foram, a lembrança ainda não, Somente revolta e apatia num corpo que não cansou, o disco acaba a vitrola o repete, a indiferença pelo tempo e espaço recrudesce. As tardes sempre foram cinzentas, a chuva a molhar o asfalto e a fumaça dissipando-se no ar. A tarde apaga-se, o som ainda é o Traffic, [...]

Contrastes

16 de setembro de 2016 // 0 Comments

No início de 1976, conforme já relatado em crônica publicada aqui em Caiçara e também em meu livro, Meus caros amigos, eu trocaria o Colégio Estadual Túlio de França, onde havia feito todo o antigo ginásio e o primeiro ano do então segundo grau, pelo Colégio São José. O antigo curso primário eu havia feito no hoje extinto Externato Santa Terezinha, um colégio de freiras que dispensava uma atenção especial aos alunos, não os tratando como meros números. Talvez resida um pouco [...]

O smoking de meu primeiro baile

9 de setembro de 2016 // 0 Comments

Conheci Luis Gonzaga Feijó nos anos 70, quando ele durante um período foi colunista social de Caiçara e mantinha, por conta disso, uma bela amizade com tia Lulu. Lulu Augusto é a precursora do colunismo social em União da Vitória, iniciando essa atividade nos anos 50, já na época em que fundou o Jornal Caiçara e nos anos 60 aliaria o colunismo social à produção artístico/cultural independente, que resultaria na promoção de grandes bailes como glamour girl e na organização de [...]

Os meninos da Rua Barão em lados opostos

11 de agosto de 2016 // 0 Comments

    Neste mês de julho passei duas semanas em São Paulo em companhia de minhas filhas Mayara que lá reside e Nina Rosa que lá estava a trabalho.  Certa manhã recebi uma ligação de Margarete que me contava que meu amigo de longa  data, Ivo Trebien, havia ido me visitar e me deixara de presente o DVD do filme  Os meninos da rua Paulo. Como já relatei em crônica anterior, esse filme se reveste para nós, os meninos da Rua Barão, de uma aura mitológica, pois evoca em nós [...]

Percepções tardias

8 de julho de 2016 // 0 Comments

Há uns dois meses, quando eu passava a pé por três garotas, de aproximadamente uns 14 ou 15 anos, escutei uma dizer para as outras: “passei por ele várias vezes na festa e ele nem me notou”. Isso me remeteu a uma canção de 1972, de Hurricane Smith, intitulada de Oh babe what would you say, na qual um garoto diz ter esperança que determinada garota aceite dançar com ele e mais do que isso, se ela aceitar, o que ele fará. Na adolescência somos, creio que quase majoritariamente, [...]
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