E que…

E que…

5 de fevereiro de 2015 // 0 Comments

Pensei em começar essa crônica falando de algumas regulamentações de que a cidade precisa, como por exemplo, a de carros de som e sonorização em lojas, ambas insuportáveis e creio sem nenhuma regulamentação. Mas vou deixar os temas dessa natureza para o próximo ano. Hoje quero apenas dizer que espero que em 2015: Os políticos sejam um pouco menos dissimulados, sejam menos mentirosos, principalmente, com aqueles que os ajudaram em suas trajetórias rumo ao poder. E que esses mesmos [...]

O primeiro beijo de Cícero

7 de novembro de 2014 // 0 Comments

Em um sábado de uma longínqua primavera, Cícero e Saulo, entediados pelas horas enormes de uma imensa tarde vazia, resolveram ir a um ginásio, assistir a um jogo de vôlei. Por motivo qualquer, nesse dia, Morais não estava junto. Assim, o trio estava, momentaneamente, desfeito. Ao chegarem ao ginásio e já, devidamente, acomodados, viram na arquibancada oposta a que estavam, duas meninas bonitas, que pareceram perceber a chagada dos dois. Decorridos alguns minutos, os olhares de Cícero e [...]

O primeiro amor de Morais

24 de outubro de 2014 // 0 Comments

Antes de Morais, Cícero e Saulo, se interessarem por Dália, Morais aos 14 anos com um olho ainda na bola de futebol e outra começando a perceber o sexo oposto, passou a notar a presença de uma outra vizinha. A menina se chamava Marlene, que também era cortejada por outro garoto da vizinhança, o Beto, que era um pouco mais velho, tinha 16 anos. O de certa forma, inusitado nesta história, é que a atração que Morais sentia por Marlene , o aproximou de Beto, que era seu rival, o [...]

Cícero, Morais e Saulo

17 de outubro de 2014 // 0 Comments

Cícero era o mais alto dos três e tinha 14 anos. Morais era o mais velho, tinha 15 anos e era da mesma altura de Saulo, que tinha 13 anos e era, portanto, o mais novo do trio. Eles haviam acabado de trocar as bolas por meninas. O que no início não pareceu ter sido uma boa troca, afinal as bolas de futebol se foram e nada das meninas aparecerem. Isso deixou neles uma sensação de perda, de vacuidade, que era exacerbada pelas enormes horas das tardes vazias. A sensação de perda era na [...]

No tempo dos quintais e dos cinemas de rua

26 de setembro de 2014 // 0 Comments

Comecei a ir ao cinema ainda bem garoto e quando as cidades ainda possuíam três cinamas. O Luz em União da Vitória e o Ópera e Odeon, em Porto União. Como já contei em crônica anterior, em que falo de minha mãe Ofir Augusto Sá, a quem atribuo o gosto pelo cinema, lembro com clareza dos filmes que vi ao lado dela e dos quais gostei muito. Além dos western spaghetti, como O dólar furado, Django, Ringo e sua pistola de ouro, entre outros, um dos filmes que mais gostei na época e que [...]

Nas profundezas de nós mesmos

9 de setembro de 2014 // 0 Comments

Já havia algum tempo que Letícia vinha achando que a comunicação com César, seu filho não andava muito bem. César estava próximo dos 30 anos e Letícia achava que desde que ele terminara seu relacionamento com Maria Luiza, há pouco mais de um ano, ele havia mudado. Ficava mais em casa e conversava menos do que antes. Com Pedro, seu marido, ela achava que a relação estava ainda mais distante. Naquela manhã ela, ao folhear uma revista qualquer, dessas voltadas, exclusivamente, para o [...]

A MELHOR MANEIRA DE Crônica de uma morte anunciada

9 de setembro de 2014 // 0 Comments

Aproprio-me do título do livro do grande Gabriel Garcia Márquez, recentemente falecido, para concluir a trilogia de crônicas, iniciada com Vou pra rua e vejo a tempestade, seguida por, Cadranno mille petali di rose e encerrada agora com Crônica de uma morte anunciada, nas quais registro minha saída da então Fundação de Cultura de União da Vitória, em agosto de 2013. Fui convidado pelo senhor Pedro Ivo Ilkiv para permanecer na presidência da Fundação de Cultura, ainda durante sua [...]

O fim das utopias

9 de setembro de 2014 // 0 Comments

Esta crônica se funda em três diferentes fontes de inspiração, a formidável crônica do psicanalista Contardo Caligaris, publicada na Ilustrada, na edição de 28 de agosto da Folha de São Paulo, no livro O sentido de um fim, que valeu ao inglês Julian Barnes o prestigiado Man Booker Prize, de 2011 e ao aniversário de meu grande amigo, Nivaldo Feliman Camargo, que neste dia 2 de setembro estaria completando 57 anos. De acordo com Caligaris em sua memorável crônica, há divesrsas [...]

Encontros e desencontros

6 de junho de 2014 // 0 Comments

Antônio tinha pouco mais de 30 anos. Analu pouco mais de 16. Eles se conheceram fortuitamente, ao enlevo do acaso. Ela não tinha amigas. Talvez fosse sua beleza que a afastava de outras garotas, que temiam a concorrência. Mesmo de diferentes mundos, Antônio e Analu ficaram amigos. Nem mesmo a abissal diferença de idade foi suficiente para que eles não se tornassem amigos. Ela não tinha pai e talvez visse nele a representação da figura paterna. Ela mesmo muito jovem já se iniciara na [...]

Nem toda semelhança é mera coincidência

16 de abril de 2014 // 0 Comments

A velha senhora havia deixado a casa de repouso, ou melhor, havia desaparecido de lá. A diretora do estabelecimento sem a menor pista de como isso acontecera, decidiu chamar um dos filhos da velha senhora. Lá chegando, acompanhado de seu filho, logo constatou que a diretora não dispunha de uma única informação a respeito daquele súbito desaparecimento, exceto de que ela deveria ter saído na noite anterior. Ninguém viu nada, ninguém de nada sabia. Diante de tais evidências, ou, da [...]
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