Crônicas que não rasguei

Crônicas que não rasguei

29 de julho de 2017 // 0 Comments

Ano XVIII – Maio/1971 – Número 204   Para o meu sobrinho ler mais tarde “Não quero que leias hoje esta crônica. Mas sim, quero que leias mais tarde, bem mais tarde. Alfonse Daudet ao escrever Safo, pôs-lhe como dedicatória: “A meus filhos, quando tiverem vinte anos”. Mas eu peço para muito depois, quando te vierem os cabelos brancos e eu for apenas uma lembrança no teu espírito, uma sombra no teu coração. Então Augustinho, toma esta página e lê. Lê aqui [...]

Imprensa injustiçada

7 de julho de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Fevereiro/1971 – Número 202   Em minha viagem este mês a Santos, São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo, pude sentir de perto o carinho com que são tratadas as pessoas que labutam na imprensa. Ao se apresentar as credenciais, todas as portas são abertas e não se vencem os convites que então nos são formulados. Prova isso minha visita à TV Tupy Rio, à fechadíssima Sede do Fluminense, às rádios Nacional e Tupy e ainda à TV Globo. Na portaria da Sede do [...]

Bodas de Brilhante

26 de maio de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Dezembro/1969 – Número 189 Sara Pimpão Marcondes – Amazonas Marcondes Filho, 8-12-1909 – 8-12-1969 Em cada lar existe ou existiu sempre uma rainha. Aquele Anjo de ternura e de bondade que se denomina, quando merece: “o coração da Família”. A mãe lega o nome à sociedade conjugal. Ela é a criatura que realiza milagres num trabalho escondido. Morre um pouco, cada vez que um dos seus sofre. A mãe verdadeira, o anjo que com seu bom exemplo lega seus [...]

Para meu sobrinho ler mais tarde

24 de maio de 2017 // 0 Comments

Quisera guardar-te para sempre em meu coração, acalentar-te com minha ternura, velar teu sono, fazendo de meu peito uma almofada para a tua fronte. E, assim, entre meus braços, mimando-te, vigiando teu despertar, dando-te o abrigo do meu carinho, dizer-te ao ouvido o que sinto. Quisera meu menino, dizer-te que não há inverno na vida, que só há flores, luz, calor e que a felicidade não se desvanece nunca. Que ela existe e é eterna. Quisera dizer-te menino que a tua bondade terá [...]

Cidade remoçada aos 50

4 de maio de 2017 // 0 Comments

Ano XIII – Setembro/1967 – Número 163 Porto União é uma cidade linda, capaz de seduzir o visitante mais austero, devido à situação geográfica. Atavia-se com o azul do céu, com a indecisa cor do majestoso Iguaçu, com a luminosidade quente e vibrante do sol tropical nos dias claros de verão. Vaidosa, vive a mirar-se nas águas calmas e profundas do Iguaçu, cantado pelos seus poetas. Porto União, quando chega o inverno, encolhe-se friorenta e lânguida, suspirando ansiosa pelo sol [...]

Padre comunista

17 de março de 2017 // 0 Comments

Ano XIII – Maio/1967 – Número 160 Habitual: Vamos visitar uma favela. Casas mal feitas a desmoronar. Casas de folhas de flandres e pedaços de papelão. Crianças mal vestidas. Sujeira e lixo por toda parte. Tal miséria confrange o coração. As casas mal se sustentam em pé e dentro delas vivem 8, 9, 10 pessoas. Como vivem? Nascidas em tal miséria as crianças morrem com facilidade. Se combater a miséria e o mau emprego de dinheiro da municipalidade é ser comunista. Frei Clemente é [...]

Para mamãe – (onde estiver)

16 de fevereiro de 2017 // 0 Comments

Ano XIII – Maio/1967 – Número 160 MÃE, nome bendito que dignifica aquela que o sabe carregar e desempenhá-lo a altura do seu valor. Ser mãe é cumprir a missão mais sublime confiada à mulher. Ser mãe é guardar no peito um coração terno, devotado ao amor dos filhos, entes pelos quais sofre sem lamentos todos os dissabores da existência. Hoje, quando são passados sete dias, do desaparecimento de minha mãe, teço tais considerações em sua homenagem a ela que foi digna desse [...]

Crônicas que não rasguei – Saudade

9 de fevereiro de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Dezembro/1966 – Número 155 Que saudade machuca o coração da gente, lá isso ninguém pode negar. Não adianta fazer-se de forte e de valente e até de insensível aparentar frieza e indiferença; no fundo a gente sabe que saudade magoa, fere principalmente essa saudade que nasce de episódios meio diluídos no tempo e no espaço. Entretanto, nunca poderá saber o que é esse sentimento aquela pessoa que nunca sentiu saudade. Sim senhores, existem pessoas que nunca sentiram [...]

Crônica da Saudade – Nalu

20 de janeiro de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Novembro/1966 – Número 154 Tudo perdeu o seu encanto com a tua retirada voluntária de minha vida. Tudo ficou de repente, cinza, preto, nem sei mesmo de que cor. Só sei que nada mais é azul ou rosa, como antigamente e, – engraçado – tu não eras meu namorado, noivo, nada além de amigo, um grande e bom amigo. No entanto, foi como se eu tivesse perdido o meu único amor. Meu coração se ressentiu de tal modo, que receio não tê-lo outra vez sentimental, pulsando [...]

Saudade

16 de dezembro de 2016 // 0 Comments

Ano XII – Dezembro/1966 – Número 155 Que a saudade machuca o coração da gente, lá isso e ninguém pode negar. Não adianta fazer-se de forte e de valente e até de insensível aparentar frieza e indiferença; no fundo a gente sabe que saudade magoa, fere principalmente essa saudade que nasce de episódios meio diluídos no tempo e no espaço. Entretanto, nunca poderá saber o que é esse sentimento aquela pessoa que nunca sentiu saudade. Sim senhores, existem pessoas que nunca sentiram [...]
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