Bilhete para Pedrinho

Bilhete para Pedrinho

11 de maio de 2018 // 0 Comments

Ano XVIII – 04/março/1972 – Número 239 Não me lembro quando o conheci só sei que sempre nos demos muito bem e nossos encontros foram marcados por papos rápidos, pois ambos tínhamos pressa. Mais tarde soube do seu casamento. Nos primeiros anos você foi feliz e o merecia. Algum tempo depois, soube que sua jovem esposa adoecera. Começou então a sua luta titânica. Lutando, trabalhando, você consumia o que ganhava na doença de sua esposa. Você batalhou como um bravo e como poucos o [...]

Cornélia

20 de abril de 2018 // 0 Comments

Ano XVIII – 09/outubro/1971 – Número 221 15 Viúva, mãe carinhosa, excelsa em virtude e educadora eminente, tendo recusado, por amor aos filhos, uma coroa que lhe daria o casamento com Ptolomeu. Foi ela, e só ela quem os conduziu à força de ensinamentos e de exemplos, à estrada larga das altas aspirações de justiça. Recebendo certa vez, Cornélia, em seu lar feliz, algumas damas rebrilhantes de finos adereços e ostentando ricos vestidos sucedeu perguntarem-lhe por suas [...]

Amigo bem amado

23 de janeiro de 2018 // 0 Comments

XVIII – Setembro/1971 Edição nº 216 Não sei quando foi que ele veio para cá. Lembro-me apenas, que já o conheci meio maltratado pelos anos, ou talvez pela própria vida. A verdade é que, apesar de judiado, ele proporcionou momentos de indizível satisfação, principalmente às crianças que lhe eram mais chegadas. E quantas crianças passaram por ele… a quantas crianças ele encantou, ele embalou com o seu espírito infantil. Eu fui uma dessas crianças que tive a felicidade [...]

Crônicas que não rasguei

29 de julho de 2017 // 0 Comments

Ano XVIII – Maio/1971 – Número 204   Para o meu sobrinho ler mais tarde “Não quero que leias hoje esta crônica. Mas sim, quero que leias mais tarde, bem mais tarde. Alfonse Daudet ao escrever Safo, pôs-lhe como dedicatória: “A meus filhos, quando tiverem vinte anos”. Mas eu peço para muito depois, quando te vierem os cabelos brancos e eu for apenas uma lembrança no teu espírito, uma sombra no teu coração. Então Augustinho, toma esta página e lê. Lê aqui [...]

Imprensa injustiçada

7 de julho de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Fevereiro/1971 – Número 202   Em minha viagem este mês a Santos, São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo, pude sentir de perto o carinho com que são tratadas as pessoas que labutam na imprensa. Ao se apresentar as credenciais, todas as portas são abertas e não se vencem os convites que então nos são formulados. Prova isso minha visita à TV Tupy Rio, à fechadíssima Sede do Fluminense, às rádios Nacional e Tupy e ainda à TV Globo. Na portaria da Sede do [...]

Bodas de Brilhante

26 de maio de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Dezembro/1969 – Número 189 Sara Pimpão Marcondes – Amazonas Marcondes Filho, 8-12-1909 – 8-12-1969 Em cada lar existe ou existiu sempre uma rainha. Aquele Anjo de ternura e de bondade que se denomina, quando merece: “o coração da Família”. A mãe lega o nome à sociedade conjugal. Ela é a criatura que realiza milagres num trabalho escondido. Morre um pouco, cada vez que um dos seus sofre. A mãe verdadeira, o anjo que com seu bom exemplo lega seus [...]

Para meu sobrinho ler mais tarde

24 de maio de 2017 // 0 Comments

Quisera guardar-te para sempre em meu coração, acalentar-te com minha ternura, velar teu sono, fazendo de meu peito uma almofada para a tua fronte. E, assim, entre meus braços, mimando-te, vigiando teu despertar, dando-te o abrigo do meu carinho, dizer-te ao ouvido o que sinto. Quisera meu menino, dizer-te que não há inverno na vida, que só há flores, luz, calor e que a felicidade não se desvanece nunca. Que ela existe e é eterna. Quisera dizer-te menino que a tua bondade terá [...]

Cidade remoçada aos 50

4 de maio de 2017 // 0 Comments

Ano XIII – Setembro/1967 – Número 163 Porto União é uma cidade linda, capaz de seduzir o visitante mais austero, devido à situação geográfica. Atavia-se com o azul do céu, com a indecisa cor do majestoso Iguaçu, com a luminosidade quente e vibrante do sol tropical nos dias claros de verão. Vaidosa, vive a mirar-se nas águas calmas e profundas do Iguaçu, cantado pelos seus poetas. Porto União, quando chega o inverno, encolhe-se friorenta e lânguida, suspirando ansiosa pelo sol [...]

Padre comunista

17 de março de 2017 // 0 Comments

Ano XIII – Maio/1967 – Número 160 Habitual: Vamos visitar uma favela. Casas mal feitas a desmoronar. Casas de folhas de flandres e pedaços de papelão. Crianças mal vestidas. Sujeira e lixo por toda parte. Tal miséria confrange o coração. As casas mal se sustentam em pé e dentro delas vivem 8, 9, 10 pessoas. Como vivem? Nascidas em tal miséria as crianças morrem com facilidade. Se combater a miséria e o mau emprego de dinheiro da municipalidade é ser comunista. Frei Clemente é [...]

Para mamãe – (onde estiver)

16 de fevereiro de 2017 // 0 Comments

Ano XIII – Maio/1967 – Número 160 MÃE, nome bendito que dignifica aquela que o sabe carregar e desempenhá-lo a altura do seu valor. Ser mãe é cumprir a missão mais sublime confiada à mulher. Ser mãe é guardar no peito um coração terno, devotado ao amor dos filhos, entes pelos quais sofre sem lamentos todos os dissabores da existência. Hoje, quando são passados sete dias, do desaparecimento de minha mãe, teço tais considerações em sua homenagem a ela que foi digna desse [...]
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