Crônicas que não rasguei – Saudade

Crônicas que não rasguei – Saudade

9 de fevereiro de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Dezembro/1966 – Número 155 Que saudade machuca o coração da gente, lá isso ninguém pode negar. Não adianta fazer-se de forte e de valente e até de insensível aparentar frieza e indiferença; no fundo a gente sabe que saudade magoa, fere principalmente essa saudade que nasce de episódios meio diluídos no tempo e no espaço. Entretanto, nunca poderá saber o que é esse sentimento aquela pessoa que nunca sentiu saudade. Sim senhores, existem pessoas que nunca sentiram [...]

Crônica da Saudade – Nalu

20 de janeiro de 2017 // 0 Comments

Ano XII – Novembro/1966 – Número 154 Tudo perdeu o seu encanto com a tua retirada voluntária de minha vida. Tudo ficou de repente, cinza, preto, nem sei mesmo de que cor. Só sei que nada mais é azul ou rosa, como antigamente e, – engraçado – tu não eras meu namorado, noivo, nada além de amigo, um grande e bom amigo. No entanto, foi como se eu tivesse perdido o meu único amor. Meu coração se ressentiu de tal modo, que receio não tê-lo outra vez sentimental, pulsando [...]

Saudade

16 de dezembro de 2016 // 0 Comments

Ano XII – Dezembro/1966 – Número 155 Que a saudade machuca o coração da gente, lá isso e ninguém pode negar. Não adianta fazer-se de forte e de valente e até de insensível aparentar frieza e indiferença; no fundo a gente sabe que saudade magoa, fere principalmente essa saudade que nasce de episódios meio diluídos no tempo e no espaço. Entretanto, nunca poderá saber o que é esse sentimento aquela pessoa que nunca sentiu saudade. Sim senhores, existem pessoas que nunca sentiram [...]

Preito de saudade – Preito de saudade

2 de dezembro de 2016 // 0 Comments

Ano XII – Novembro/1966 – Número 154 Foi amada, admirada por muitos. Teve sonhos como todas as moças. Teve vaidades como toda a espécie humana. Viajou. Conheceu cidades, conheceu pessoas. Nunca se prendeu a ninguém. Tinha uma profunda filosofia da vida. Muitas vezes chorou. Muitas vezes sentiu-se só. Teve seus momentos de depressão como todos os têm. Teve momentos de sadia alegria e grande prazer. Certo dia encontrou alguém a quem entregou a afinidade dos seus sonhos, das suas [...]

Bonjour Tristesse

24 de novembro de 2016 // 0 Comments

Ano XI – Outubro/1965 – Número 141 Mesmo quando os nossos mais justos sentimentos estão magoados, é preciso ter cuidado com certas expressões. Há cicatrizes que sempre recordam uma grande dor. Se quisermos vencer teremos que subir e pairar acima das maldades do mundo. Se pudermos superar todas as tormentas da terra, se conseguirmos dirigir nosso espírito para o alto em direção às estrelas seremos vencedores. Se tivermos suficiente força de vontade, se a nossa firmeza for à prova [...]

Bonjour Tristesse

17 de novembro de 2016 // 0 Comments

Ano XI – Abril/1965 – Número 135 Tenho a impressão que a vida é uma estrada tortuosa, distante do mar, seguindo uma trajetória difícil e longa. Num dia triste (triste por quê?) tenho vontade de esquecer meu corpo e deixá-lo parado, inerte sobre uma pedra, e não ver nem ouvir, esquecer o mundo e as suas criaturas, tudo esquecer… Para a “tristesse”, não adiantam palavras, gestos, porque é um sentimento inato, que se alimenta de si mesmo, numa incapacidade de [...]

Bonjour Tristesse

10 de novembro de 2016 // 0 Comments

Ano XI – Julho/1964 – Número 128 Ele sempre é Pai. Tirando-nos o prazer da convivência daqueles olhos mansos e repousados, donos do presente, outros olhos também diferentes das demais. Olhos abismais e tristes. Olhos que ficaram em mim como se eu os fotografasse: cor, forma, expressão. Olhos que contam o que lhe vai no coração. A pessoa dona de tais olhos, nunca poderá esconder que se passa em sua alma – seus olhos, como dois cristais finos, mostram o que sente o coração. O [...]

Bonjour Tristesse – Olhos

3 de novembro de 2016 // 0 Comments

Ano VI – Junho/1964 – Número 104 Muito já se tenha falado sobre olhos, narizes e bocas; poetas falando belamente sobre eles, os médicos reduzindo-os a coisas frágeis, os entendidos descobrindo o segredo das pessoas, seu caráter, suas tendências por esta ou aquela particularidade desses enfeites do rosto. Eu – sempre me impressionei com os olhos das criaturas, e, desta vez, com certo e determinado par de olhos que encontrei nas minhas andanças. Duas vezes isso aconteceu comigo. [...]

Salões de beleza & problemas

21 de outubro de 2016 // 0 Comments

O assunto focalizado nestas linhas é mais velho do que Matuzalém, porém, como tudo tem seu fim – esperávamos que, com o passar dos tempos e a evolução natural das coisas, esse feio defeito tivesse desaparecido do meio de uma cidade que se diz civilizada. Mas assim não aconteceu. Fomos procurados por algumas senhoras e senhoritas, estamos, portanto, sendo porta voz dessas pessoas. As pessoas em pauta nos trouxeram variadíssima bagagem sobre fatos acontecidos em alguns salões de [...]

Bonjour Tristesse (Longe dos Olhos)

30 de setembro de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Escrevo-lhe às pressas, para juntar ao adeus de Porto União, o meu adeus sentido. Você há de surpreender-se porque nunca pessoalmente eu tomei uma atitude igual à que tomo agora. E tem razão. A minha admiração por você, por seus versos, por todos os seus escritos, sempre foi sagrada que achou por bem não fazer coro à vozearia de que se cercou a sua partida. A minha admiração é espiritual e dessas que só pedem silêncio, silêncio que tem mil vozes, [...]
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