Bonjour Tristesse

Bonjour Tristesse

16 de setembro de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Quando o teu vulto desapareceu na curva da estrada saliente, um sussurro de vozes fez-se ouvir dentre a espessura. E o regato serpenteante, que deslizava célere no seu leito, como a querer seguir o teu destino, chorou…levando no seu dorso prateado folhas e flores desprendidas das suas hastes esmeraldinas. As flores dos caminhos inclinaram suas corolas soberbas sobre os caules e te osculara a fronte morena. E o zéfiro, trazendo dos bosques o perfume das [...]

O vigário faz anos

9 de setembro de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Crônicas que não rasguei O dia 15 assinalou mais um natalício de Frei Osmar Dirks, o pastor da paróquia de Porto União. Dia, portanto, grato a todos nós que recebemos na pessoa de Frei Osmar, um delicado amigo, sob cujas bênçãos a paróquia vem crescendo e se tornando cada dia mais rica em obras e que denotam as virtudes de quem tem a missão de ser o seu chefe espiritual. À medida que o tempo for passando e somente quando a história puder trazer ou [...]

Crônicas que não rasguei – Não Matarás

2 de setembro de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) (Terceiro e último artigo de uma série de três) … O tempo de misericórdia já passou e, depois da morte, Deus não é mais Pai, somente, juiz justo, terrível, vingador! Temei vós que fizestes do Santo Sacramento do Matrimônio uma escola de degradação dos prazeres inferiores, temei, vós, jovens e moças que, esquecidas do olhar divino que tudo vê e perscruta, entregai-vos a toda arte de desmandos e vos esqueceis de que um ato só é lícito desde [...]

Não Matarás

19 de agosto de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Crônicas que não rasguei (Segundo artigo de uma série de três) Dizia que somente em legítima defesa é permitido matar, que se dirá de vós que matarás inocentes de se defenderem? Vós todas que praticais o infanticídio dissestes tanto na escala dos valores que não há mais comparação para vós, as próprias feras protegem suas crias, mesmo com o sacrifício da vida. E vós? Vós, por egoísmo, faltais de espírito de sacrifício, comodismo, falta de [...]

Não Matarás

11 de agosto de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Crônicas que não rasguei (Uma série de três artigos) A morte imposta ao criminoso Caryl Chessman provocou uma onda de protestos de todos os lados! Não quero aqui, entrar no mérito de tal questão, por demais debatida. Apenas, ocorreram-me interessantes associações de ideias ao ver a reação muito burguesa e sentimental de certa camada social do Brasil. Pessoas mal informadas, digamos melhor, ignorantes, numa demonstração insólita de [...]

“Traço do passado”

5 de agosto de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Crônicas que não rasguei Corar, segundo o que diz o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa – é o mesmo que enrubescer, envergonhar-se. Uns dizem que, se leva muitos anos para se perder aquela coisinha que se chama vergonha. Eu, particularmente, discordo dessa opinião. Creio que muita gente, principalmente nesta época de “transviados”, perde a vergonha, perde aquela coisa que faz a pessoa ficar vermelha, no verdor dos anos. É o que se vê [...]

Crônicas que não rasguei

29 de julho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Na onda cada vez maior de infelizes que entre a multidão perambulam mendigando ma esmola, solicitando farrapos com que possam ocultar ao mundo a sua miséria, esses desgraçados, para os quais muitas vezes a piedade não existe, surgem duas espécies verdadeiramente distintas: uma percorrendo as ruas das cidades estende as mãos súplicas, entoando um rosário de lágrimas e lamentações. A outra, ao contrário, é a dos que sofrem com paciência e humildade [...]

Crônicas que não rasguei

22 de julho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Muitas pragas estão tomando conta do nosso já agonizado país. Elas são tantas, que numerá-las seria impossível. A que vou me ocupar agora, está se alastrando de maneira tal, que já está constituindo uma calamidade pública. E essa praga que tomou conta dos escritórios, dos estabelecimentos comerciais e o que é pior, invadindo lares num verdadeiro atentado ao pudor, são os calendários imorais. A coisa mais rara hoje em dia, é o ouvinte entrar numa [...]

Deus julgará os pais

15 de julho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Palavras de uma mãe infeliz, dos nossos tempos. “Tenho dois mocinhos e uma menina. Os três são transviados. De nada valem conselhos nem boas palavras. Quem menos manda em casa somos eu e meu marido. De igreja não querem nem ouvir falar. O mais velho chegou a dizer certa vez que tem suas dúvidas quanto a existência de Cristo. Já não sei mais o que fazer.” Automaticamente, lembrei-me da entrevista que ouvi da senhora mãe de Cássio Murilo, um dos [...]

Falando francamente

8 de julho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Não me lembro exatamente quando o conheci. Quando alguém falava em sua pessoa, sempre desejava cada vez mais, conhecê-lo. Um dia uma pessoa das minhas relações de amizade nos apresentou. Desde então, uma amizade mútua nasceu. Dizer aqui, da satisfação que a colunista sente com as suas palestras e bate-papos informais não será preciso. Ele é aquele amigo bom, que compreende a mocidade. O amigo que incentiva o poeta dizendo em tom fraternal: “deixe de [...]
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