Bonjour tristesse

Bonjour tristesse

1 de julho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Ano VI – nº 69 – Julho/1959 Por um dos frios dias de junho, quando eu e mais alguns amigos tomávamos um pouco de sol na praça Cel. Amazonas, notamos que uma estranha figura de homem saía da Igreja e dirigia-se para nós. Chegou e, com bastante delicadeza puxou prosa com a turma que ali estava. Era um caminhante. Depois de algumas palavras, disse-nos, ter 33 anos de idade, bem vividos e que há cinco anos caminhava pelo Brasil. Filho do Rio Grande [...]

Bonjour tristesse

25 de junho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Ano VI – nº 68 – Junho/1959 E esta música que nos envolve quando estamos sozinhos com os nossos livros. Creio que no lugar de onde viemos e para onde vamos tudo deve ser música. Quando lemos certas coisas aproximamo-nos desse lugar. (Marta Gomes Jardim) Idéias soltas marcham em procissão…há uma nostalgia em tudo e um desejo enorme de debandar. Hoje estou completamente sem inspiração. E quanta coisa bela existe para ser cantada. Se eu [...]

Censo de 1950

17 de junho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam)   Quando julho de 1950 estiver sepultado lá numa curva do ano 2000, talvez esteja, ainda, viva, terei muita coisa para recordar. Terei saudade deste mês frio e cinzento, mas que para mim foi bom e amigo. Foi neste mês de julho que houve o enfadonho trabalho do Censo Demográfico, quando papai, agente da Agência Estatística, realizou um teste para recenseadores. O René e eu queríamos ganhar algum trocado e resolvemos trabalhar. Passei horas alegres, [...]

Bonjour tristesse

13 de junho de 2016 // 0 Comments

M. Daluz Augusto (In Memoriam) Edição número 61 – Novembro/1958 – Ano VI Bonjour Maria Cristina…muito bonjour a você! Um bonjour dito assim numa manhã de sol, significa mesmo o desejo sincero de que a vida continue sendo luminosa e clara, leve e matinal como o sorriso de uma criança inocente. Não importa que num momento ou outro aconteça um instante de “sombra”, “nevoeiro”, “fogo”. A “sombra” não é uma ausência, uma distância, um vazio. A passagem de [...]

Edição número 61 – Novembro/1958 – Ano VI

3 de junho de 2016 // 0 Comments

Bonjour tristesse Tenho a impressão que a vida é um rio turvo, num leito tortuoso, distante do mar, seguindo uma trajetória longa. Num dia triste (triste por quê?) tenho vontade de esquecer meu corpo e deixa-lo parado sobre um mote de areia, e não ver e não ouvir, o mundo esquecido, as pessoas perdidas e eu própria nada mais que um volume estendido, em despedidas… Nesse dias de chuva, penso mais amadurecidamente sobre minha estupidez desses derrames de emoções… Tudo passa. [...]
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