40 anos em Caiçara

 

Neste agosto de 2017, quando o Jornal Caiçara completa 64 anos de fundação. Eu comemoro meus 40, como colunista de Caiçara.   Na edição anterior, nossa editora Margarete Sá, que está reeditando algumas crônicas de Lulu e René Augusto, selecionou uma na qual Lulu presta homenagem aos meus 13 anos, completados em 1971. Na bela e comovente homenagem, tia Lulu, menciona que escreveria para eu ler mais tarde e quando ela não estivesse mais aqui. E foi o que aconteceu, li somente agora, ou melhor, ouvi, em meio a lágrimas, Margarete ler para mim. Emocionei-me e me emociono agora ao escrever. Há uma velha canção cujo título é Quando eu for apenas saudade, o que faz pensar em minha mãe, meus tios René, Lamartine, Lulu e Dina e em alguns amigos, como Nivaldo Camargo, Vilmar Antônio Bughay, Isael Pastuch e Luis Gonzaga Feijó, que não estão mais aqui, mas continuam entre nós.  Escrevo esse longo intróito para dizer que tia Lulu e todos os mencionados, se chamam saudade sim, mas não apenas isso. Tia Lulu foi um exemplo para mim. Um exemplo de coragem, de vanguarda, de quem enxergou muito além de seu tempo. Foi ela quem me iniciou no jornalismo e é por ela que estou aqui.  Costumo dizer que se não convivi com meu pai, tive três mães, Dona Ofir, a verdadeira, e tias Lulu e Dina, que também seriam ao lado de minha mãe, avós de minhas filhas Nina Rosa e Mayara, contribuindo muito na educação delas. Comecei a escrever nestas páginas em 6 de agosto de 1977. Minha primeira coluna se chamava Câmera 1 e era uma homenagem ao cinema, que eu sempre amei. Eu escrevia crítica de cinema e também comentava livros e discos.  Por alguns anos segui com as críticas de arte, passando depois a assinar outras duas colunas, Lato Sensu, uma coluna de entrevistas com políticos e personalidades locais e como passei a me interessar pelo jornalismo econômico, criei a coluna Conjuntura.  Há alguns anos, inspirado por meu grande amigo Nivaldo Camargo, me tornei um memorialista e criei a coluna Meus Caros Amigos, que depois se tornaria um livro homônimo, lançado em junho de 2014. Nivaldo, sempre que nos reuníamos e após alguns scotchs, me dizia para escrever nossas memórias, para que eu as pudesse contar para os netos. Eu pretendia fazê-lo com ele junto, mas como isso não é mais possível, vou fazê-lo em homenagem a ele. Depois de Meus Caros Amigos, onde procurei homenagear quase todas as pessoas importantes que passaram por minha vida, ainda faltam algumas, criei a coluna Breves Histórias, na qual minha trajetória de lembranças e de estilhaços de memória é revisitada. Esse ciclo deveria estar se encerrando com essa coluna, mas me ocorreu agora que ainda faltam algumas pessoas importantes em minha vida e após prestar esse tributo a elas e inseri-las em meu próximo livro, Breves Histórias, passarei a assinar uma coluna, ainda sem título, que narrará minha trajetória de 10 a anos, à frente da então Fundação de Cultura de União da Vitória.Foi e é um prazer estar ao lado de meus leitores, seja do jornal impresso, seja do on line ou daqueles que me lêem no Facebook. Devo essa satisfação a Lulu Augusto, que em longínquo dia acreditou em mim.
Até a próxima.

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