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“A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte.”
Oscar Wilde
O quadro está desenhado: família que mantém a aparência perante a sociedade, Filhos perfeitos, sorriso nos lábios e missa aos domingos. Ninguém poderia suspeitar ou ao menos duvidar da exemplar convivência social.
A Lei Maria da Penha, que completou recentemente 12 anos, expos a nossa tradicional família brasileira a experiências jamais imaginadas, desmistificou crimes. A Mulher passou a ter respaldo legal e compreender que não há nenhuma necessidade em viver de aparências. As denúncias são crescentes.
Muitos entendem que a Lei Maria da Penha é aplicada tão somente a agressão física. Isso não é verdadeiro. Podemos citar:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestim
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.
2: Fazer a mulher achar que está ficando louc
Há inclusive um nome para isso: o “gaslighting”. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.
3: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.
4: Forçar atos sexuais desconfortávei
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
5: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.
Costumo sempre ouvir nossas rádios locais, em especial o plantão policial. Com mais frequência as segundas-feiras, o número de ocorrências dos chamados crimes contra a mulher aumenta em nossa Comarca de União da Vitória que é composta ainda pelos municípios de General Carneiro, Bituruna, Paula Freitas, Porto Vitória e Cruz Machado. É certo que o consumo de álcool e de outras drogas está associado e tem contribuição efetiva.
Os casos de violência contra a mulher não aumentaram. Atualmente são as denúncias que se tornam constantes. Não existe mais espaço para crime de ódio, desigualdade ou que diminuam a mulher, por questão de gênero. Nossa sociedade é predominantemente marcada pela desigualdade de poder entre gênero masculino e feminino. Existe quem defenda que se trata de uma construção histórica, cultural, econômica, social e politicamente discriminatória.
De qualquer forma é importante incentivar a denúncia.
Dedico a coluna de hoje, a jornalista Renata Vasconcellos e a todas as mulheres que lutam pela igualdade.

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