A Alvi completa 15 anos de existência

Na sociedade surgem grupos de pessoas afins, que se dedicam a uma causa, fortalecendo sua ação e ampliando seu potencial. Surgem times, partidos políticos, clubes recreativos, grupos religiosos, para promover o cultivo espiritual, os esportes, a participação política, o lazer, a dança, as tradições…
Que afinidade haveria entre professores, advogados, músicos, pintores, historiadores, literatos, sacerdotes, para que humildemente se colocassem à disposição do grupo, dispostos a participar, dando e recebendo de seu patrimônio cultural?
Ao dialogar, fraternalmente, sobre assuntos culturais e artísticos, aprofundamos reflexões e pesquisas, vivenciamos a emoção estética ante as obras de arte, e percebemos que coletivamente ultrapassamos os limites individuais e profissionais no âmbito cultural, que é integrado, complexo e fascinante. A cultura pertence a cada um e a todos, não tem um dono. Daí que os resultados vão-se estendendo para a comunidade, de forma agradável, em livros, revistas, eventos artístico-culturais, oficinas, tendo como alvos prediletos as crianças e os universitários – fases decisivas na vida humana.
O amor à leitura, às artes, à produção escrita, à frequência a sessões lítero-musicais são a sementinha para que a criança descubra o transbordar da existência, o fantástico que é viver unindo razão, fantasia, fé e humanismo, muito amor, sem objetivo algum de lucro imediato, de poder ou de status – ser feliz e fazer outros felizes. E os universitários, que estão no auge de sua vontade de melhorar a vida de seu povo, de exercer sua profissão com heroísmo, de tornarem-se adultos competentes, e agora conscientes da necessidade de seu autodidatismo, agarram-se com energia às cordas que lhes são lançadas, principalmente, se atingirem algo que já existe em embrião, no seu ser, e que sentem que é importante, para si e para os outros. Percebem que sua profissão é muito mais que profissão, pode ser forma de vida, com paixão e arte, com participação social e gratuidade.
E como nada se faz isoladamente, a Alvi quer sempre encontrar mãos amigas, que lhe possibilitem um trabalho de maior porte e abrangência – e elas não têm faltado. Daí nossa sincera gratidão aos colaboradores, inclusive a este jornal, cumprindo o lema alviano: “Nenhum dia sem uma linha escrita.”
A Alvi, com seus 15 anos de vida, vem fortalecendo sua atuação em nosso meio. Se os membros são mais novos ou mais experientes, se ao final dos encontros tomam chazinho ou algum suco ou refrigerante, se serão mesmo imortais, se estão ou não com a pelerine, tudo isso é secundário. O essencial está em ser um grupo de pessoas que se dispõem a fazer cultura e arte, a divulgar as belas artes, a pesquisar e divulgar fatos da nossa história regional, bem como a propor medidas que valorizem e produzam mais conhecimento de valor. Por isso tudo essa instituição está de parabéns.
(Fahena Porto Horbatiuk)

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