A fé que me move

De repente descobrimos que o Brasil produz bombas de fragmentação que são usadas no Iêmen, atingindo a população civil, matando e mutilando crianças. Fabricamos bombas? Porquê? Para quê? Esse mesmo Brasil que produz bombas alimenta uma rede de corrupção – com ramificações mundo afora – que permite surto de malária crescente e consegue com que uma doença erradicada como o sarampo retorne com força incontrolável; esse país que não consegue conscientizar uma mãe da importância da vacinação de seu bebê, seguramente pagando o preço pela falta de investimento em educação; esse mesmo país que tem 50 milhões de analfabetos, que tem uma das justiças mais injustas do mundo e eleitores, estupidamente, alienados.
Na América do Norte Trump é a personificação da maldade, da insensibilidade, referendado pelo povo americano que aceita qualquer coisa desde que a taxa de desemprego caia e que a bolsa suba. Hollywood cria e vende o sonho americano, mostra a justiça no cinema criando mocinhos e heróis enquanto seu governo separa irracionalmente pais imigrantes ilegais de seus filhos de 2, 3, 4, 5 anos de idade. Isso também dá um bom filme. Trump é um bufão que hora desafia o louco ditador da Coréia do Norte, noutra briga com a China, depois abraça Putin e então trata com grosseria e deselegância a Rainha da Inglaterra na casa desta.
A tecnologia e o bom senso derrubaram todas as fronteiras geográficas, mas ele quer porque quer erguer um muro na fronteira com o México, isso no Século XXI. A América, mais do que nunca, para os americanos! O povo americano não é solidário, nunca foi; não possui sentimento humanitário e seu único valor é monetário. É uma nação só, egoísta e acredita que se basta. Quando o mundo vai entender isso? Trump é só louco, mau, ou os dois?
O mundo está impregnado de maldade… e omissão. A cada dia que passa nos tornamos mais ruins e freqüentamos uma escola que está levando a nos tornarmos péssimos. Estamos ficando horríveis. A sociedade mundial está enferma, febril, infectada pelo vírus da imoralidade, que tem como efeito colateral a ganância, que leva à corrupção e essa deságua sempre na maldade. A ganância das 7 famílias ricas do mundo saqueiam os países do hemisfério sul, sugam minérios, alimentos, suor e legam lágrimas e dor em troca, não devolvendo absolutamente nada. Nada mesmo. O que tiram sustenta suas vontades, alimenta suas vaidades e são unicamente para seus prazeres. Deixam os países devastados pela ganância insana de corporações vampiras, que então já não são vistos como parte do planeta. Maldade, somente maldade, nada mais.
Na América do Sul, o Rio de Janeiro já não pertence mais ao Brasil; pertence às facções que dominam toda a classe política. Podre classe política, esta sim, triste retrato de um longo ciclo de maldade encarcerado em masmorras cariocas, representado pelo ex-governador Cabral e comparsas. A maldade está no continuado desvio do dinheiro público, que então não conseguiu sustentar a educação, a saúde e muito menos dar segurança a um povo anestesiado pela imoralidade; maldade maior, a corrupção, o desvio continua acontecendo, o roubo não cessa. Eles simplesmente não conseguem parar! Dia, noite, madrugada adentro a maldade se espalha, feito fumaça, névoa ou neblina penetra em nossas casas, impregna nossa pele, quer fazer parte de nosso DNA. Precisamos fazer assepsia ética todo final de dia ao chegarmos em casa, bater o calçado antes de adentrarmos o lar, deixando lá fora a poeira maléfica da imoralidade, isolarmos o egoísmo e a ganância que quisera em nós se instalar e exercitarmos a fraternidade, tolerância e solidariedade com nossos pares.
Cabe a nós nos ajudarmos, protegermo-nos, cuidando uns dos outros e assim nos fortalecermos. Isso vai passar, demora, mas vai passar. Temos que entender que somos nós os roteiristas da história, da nossa história; que o futuro não está escrito e que somos nós que a cada dia o escrevemos, sendo nós os únicos responsáveis pelo que acontecerá. É nisso que precisamos e temos que acreditar, talvez para não enlouquecer, para não fracassar. Não podemos viver afogados na mágoa, sufocados por lágrimas, fugindo da realidade; não podemos deixar que a maldade prevaleça, vença, nos supere, roube nossos sonhos e saqueie nossa esperança.
Temos que ser, obrigatoriamente maiores e mais fortes que a maldade. Essa deve ser a Fé a nos mover!

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