A questão não é Uber, a questão é soberania.

Enquanto esquerda e direita se debatem dentro do Brasil, nosso país fica míope sobre quais são os verdadeiros temas que deveríamos debater. O avanço tecnológico irá seguir em frente quer queiramos ou não, e a verdadeira temática em pauta deveria ser o de preservarmos nossa independência sócio, cultural e de existência como povo livre.
No início do século passado o economista austríaco Joseph Schumpeter tentava promover entusiasticamente, uma integração entre a sociologia e a economia. Ele anteviu e previu o que aconteceria na atualidade. Ele disse que naquela época o mundo era governado e mandado pela força, e que depois do meio do século passado o mundo seria mandado por meios econômicos e que no início deste século, passaria mandar no mundo quem tivesse conhecimento tecnológico.
Os Estados Unidos é o país que mais possui marcas e patentes registradas no mundo, e pelo trigésimo nono ano consecutivo é o país que mais registra patentes na Organização Mundial de propriedade intelectual. Seguido pelo Japão em segundo lugar e pela China em terceira colocação. A China tem registrado metade das demandas dos Estados Unidos.
No Brasil o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual tem sido muito moroso em analisar os casos a serem apresentados para registro o que tem prejudicado sobremaneira o setor técnico científico brasileiro. O Brasil ocupa a trigésima posição no ranking mundial de patentes.
Poderia pensar alguém o que tem isso a ver com o aplicativo Uber? A resposta é a seguinte: tem tudo a ver! Vejamos a criação da internet na década de noventa, ela revolucionou a transmissão de informações, pesquisas e armazenamento de conhecimento e informações no mundo.
A revista Veja do dia 01 de novembro de 2017, traz uma matéria sobre o desenvolvimento de veículos autônomos, que não precisariam de motoristas e seriam conduzidos por inteligência artificial. A princípio a informação empolga a todos pensando sobre como seria trafegar ou viajar podendo ler, estudar ou divertir-se enquanto o computador de bordo conduz nosso veículo.
As empresas que estão investindo alto nesta pesquisa são, Audi, Volvo, Google e a Uber. A Uber já possui 200 veículos, transitando no lugar de táxis em fase de experiência. Um motorista fica sentado em frente ao volante somente como observador, mas não faz nada, o veículo desloca-se sozinho, com o volante movendo-se a esmo. Estima-se que em aproximadamente 10 ou 15 anos, teremos cerca de um milhão de veículos autônomos no mundo.
Enquanto o mundo do hemisfério norte se desenvolve, o que podemos ver em nosso país é uma briga entre taxistas e o aplicativo, mas o que virá à frente é avassalador, os motoristas serão descartados. Já apareceu no whats’app áudio atribuído a um deputado no qual estaria sendo convocada uma ação dos taxistas contra o Uber. Não se sabe se a informação é verdadeira, mas a insatisfação na categoria dos taxistas é um fato.
Em 15 anos, é bem provável que a Uber e a Google acabem por dominar o sistema de transporte urbano em diversos países do mundo, os veículos particulares talvez deixem de existir dentro de algum tempo.
Se formos olhar livros do passado como o MeinKampf de Hitler e os livros Geopolítica e Geografia da Fome do autor brasileiro Josué de Castro, iremos nos defrontar com planos terríveis que existem em mentes deformadas para serem aplicadas ao mundo, e que nações querem subjugar outros povos de todas as maneiras.
Agora se os diretores de empresas como Uber, Google e outros dominarem sistemas de comunicação, informação e transporte tal qual um Truste mundial, num simples clicar podem nos deixar sem transporte, sem comunicação e sem acesso a conhecimento. Isto lembra a guerra das Malvinas em que mísseis Exocet ficaram cravados em cascos de navios ingleses e não detonaram; estes mísseis eram de fabricação francesa, aliada da Inglaterra.
Em 22 de agosto de 2003, explodiu na base de Alcântara no Maranhão o VLS (veículo de lançamento de satélites) que vinha sendo desenvolvido pelo Brasil e que daria, ao mesmo, condições de colocar em órbita satélites próprios. Há suspeitas de que tenha ocorrido sabotagem ao programa espacial brasileiro.
A falta de conhecimento científico bem como a falta de desenvolvimento de meios para adquirir autonomia técnico científica é a questão que afeta a guerra táxis e Uber. Estamos numa guerra de paus e pedras enquanto há países que estão anos luz à nossa frente em desenvolvimento científico.
No caso que toca o transporte público, deveríamos estar debatendo de um ponto de vista mais amplo, de que maneira dar aos taxistas, meios de poder ingressar na tecnologia que a Uber está preparando para pôr no mercado com carros sem motoristas.Ter domínio sobre todas as etapas de fornecimento destes serviços, qual sejam sistemas de automação, aplicativos, comunicação via satélite, lançamento de satélites e tudo o que mais seja necessário. Se não pensarmos de maneira mais ampla iremos sempre estar imersos num submundo.

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