Cornélia

Ano XVIII – 09/outubro/1971 – Número 221
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Viúva, mãe carinhosa, excelsa em virtude e educadora eminente, tendo recusado, por amor aos filhos, uma coroa que lhe daria o casamento com Ptolomeu. Foi ela, e só ela quem os conduziu à força de ensinamentos e de exemplos, à estrada larga das altas aspirações de justiça.
Recebendo certa vez, Cornélia, em seu lar feliz, algumas damas rebrilhantes de finos adereços e ostentando ricos vestidos sucedeu perguntarem-lhe por suas jóias… Em resposta, Cornélia retirou-se e volto logo depois trazendo consigo os pequenos GRACOS, seus filhos, dizendo: “Ei-las, as minhas jóias”. Jóias, com efeito: jóias de sua mãe e da humanidade.
Assim como Cornélia, cada pai, cada mãe, a menos que escasseiem recursos, pode fazer de cada filho uma jóia, para si mesmo para a família, para a Nação. Feliz seria todo o povo se possuísse em cada lar, uma Cornélia, cujo valor se mede pela escala fulgurante do valor de seus filhos. É quase impossível que maus pais e maus educadores, dêem às Pátrias, cidadãos que as dignifiquem. O lar e a Escola devem ser as usinas portentosas onde se comece a plasmar a obra da individualidade. A criança de hoje é o homem de amanhã. A jóia de hoje é o tribuno, o reformador, o herói do futuro. E assim como dizemos – Cornélia, a mãe dos GRACOS, será confortador que possamos dizer, mercê de uma criteriosa e fecunda educação das crianças: Brasil, Pátria de Filhos Dignos!
Que a criança conheça através do lar e da escola os iminentes luminares do mundo, de ontem e de hoje, os sábios, os gênios, a quem devemos os benefícios e as luzes que nos propiciam bem estar. Como ontem e como hoje, quando os nossos próceres elevarem e elevam o nome da nacionalidade, as crianças patrícias, homens e mulheres de amanhã, caldeadas na forja do patriotismo e tornadas capazes pela educação, hão de tecer com o seu trabalho e o seu carinho filial, pujantes, vitoriosas, a coroa de louros do Brasil.

 

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