Dívidas acumuladas 1

A dívida com impostos e tributos de entidades religiosas e igrejas de todo o país, com a União, chega a R$ 920 milhões de reais. Neste montante estão incluídas dívidas atrasadas que ainda estão sendo cobradas pela Receita Federal e débitos já incluídos na dívida ativa da União, cobradas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Dívidas
acumuladas 2
Segundo levantamento feito pela grande imprensa nacional, dos R$ 799 milhões cobrados pela Receita Federal, R$ 464 milhões de reais, são referentes a contribuições previdenciárias de funcionários de igrejas que deixaram de ser pagas. Já, a Procuradoria-Geral da Fazenda é responsável pela cobrança de outros R$ 121 milhões de reais, referentes a débitos já cobrados pela Receita Federal, mas, que ainda não foram pagos integralmente, ou são alvos de depósito judicial.

Dívidas
acumuladas 3
Vale lembrar que as igrejas e entidades religiosas são isentas de pagamento de imposto relativo ao seu patrimônio, como IPTU, imposto de renda sobre o que arrecadam em dízimo, IPVA sobre os carros que possuem, e tampouco pagam o ISS, que é o imposto municipal. No entanto, elas são obrigadas a pagar contribuições não relacionadas às suas atividades religiosas, como PIS, Cofins e o INSS dos seus funcionários.

Dívidas
acumuladas 4
Este pacote de bondade foi instituído pela Constituição de 1988, na qual, a União, os estados e os municípios são proibidos de instituir impostos sobre “templos de qualquer culto “ – essa expressão, ampla, abrange não só as igrejas, mas também lojas maçônicas, conventos e casas paroquiais.

No nosso
lombo 1
Nós, brasileiros, trabalhamos cinco meses só para pagar impostos, e outros cinco, para pagar (em duplicidade) na iniciativa privada, pelos mesmos serviços públicos já pagos ao governo. Como o dinheiro é curto, e dinheiro não tem carimbo, na prática, cada brasileiro paga pela imunidade fiscal das igrejas e templos religiosos. A justificativa para a isenção é um suposto “interesse social“, mas, por essa ótica, todas as empresas e trabalhadores que pagam impostos, trazem ganhos ao país, então mereceriam a isenção.

No nosso
lombo 2
Talvez nem todos saibam, que o Brasil tem a segunda maior frota de aviões particulares do mundo, assim como de helicópteros. Ter um avião, ou helicóptero particular é algo bastante dispendioso, exige um piloto, hangar, combustível, manutenção, etc. Mas, o IPVA, sobre veículos automotores, não é cobrado dos proprietários de helicópteros, nem de aviões, nem de lanchas, nem de iates. São esses “pequenos“ privilégios. Agora, dá para se imaginar quanto se pagaria de IPVA por essas máquinas que custam milhões de reais? A austeridade precisa ser ampla, geral e irrestrita, ou não é austeridade, é sacanagem para os milhões de brasileiros.

Disseram … “Isto sim é um Congresso eficiente; ele mesmo rouba, ele mesmo julga, ele mesmo absolve.” Millôr Fernandes.

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