Falta Elizir. Morre a primeira Musa do basquete feminino de porto União

O ano que transcorria era de 1975. A quadra de esportes era do colégio Estadual Coronel Cid Gonzaga. Cimento áspero, tabelas seguras por um trilho de ferro e marcação quase invisível. Pois foi nessas condições que começou a extraordinária história do basquetebol feminino com a primeira geração vitoriosa, que continha entre outras, a que viria se transformar na maior pivô (não em altura) do basquetebol de Porto União, União da Vitória e do Estado Catarinense.
Junto com Elizir Santos, também inicia ali a geração de Bethi, Jane, Denise, Beni, Lidia, Alciomara, Gleisi, Gêmeas Eggers, Ana Paula, conforme foto abaixo, me perdoem o esquecimento devido há tanto tempo que ocorreu:

 

Ela tinha, apenas, um 1,82m, talvez um pouco mais ou menos, magra, porém não raquítica e, absurdamente, rápida e ágil, além de ter facilmente absorvido os fundamentos do jogo, criou uma jogada de pivô escolhe um dos pés de apoio, quando recebia a bola no garrafão ou embaixo da cesta, e se praticava ali três fintas, deixando suas marcadoras atônitas, pois ninguém sabia aonde era terminaria o objetivo final, que era a fazer cesta ou a falta.
Também com Elizir, Beni, Bethi, Jane e Denise, Porto União conseguiu o maior feito e a maior vitória nos hoje 52 anos de Jogos Abertos de SC, ao vencer em Jaraguá do Sul a poderosíssima e imbatível seleção de Blumenau da época, por 4 pontos, tirando o tricampeonato da potente cidade, e dando o título a cidade de Joinville, que já havia perdido para Blumenau.
Graças a este feito, o prefeito a época, Sr. Luiz Henrique da Silveira, (ex senador falecido), beijou-me na testa, em agradecimento a tal feito. Isto sem contar, que na equipe de Joinville jogava as irmãs Giselda e Raquel, que até um ano antes defendiam nosso Município.
Elizir deixa além de saudades uma grande legião de amigas, não só do basquete, mas de quem a conheceu, pela sua maneira afável, carinhosa, leal, de set. Ultimamente, morava em Balneário Camboriú.
E a última vez em que esteve com suas amigas, e pude lhe dar um grande abraço, foi no jogo do Ano das ex-craques basqueteiras, há cinco anos.
Descanse em paz.

Basquete Sub-12 vai a final
Foi no final de semana passado, na cidade de Itajaí/SC, onde os comandados do Professor de Educação Física Cordovan Neto, atropelaram as grandes potências de Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul/SC, saindo campeão desta fase semifinal, onde nos dias 1,2,3 de novembro, em Brusque/SC, fará a final com outras 2 potência de outras regiões.
Professor Neto faz um ótimo trabalho, voluntarioso, não recebe, absolutamente, nada por isso, contando com auxílio da professora Uná, e representa o trabalho, verdadeiramente, social para a juventude de Porto União.
Neto, contou com a colaboração dos seguintes atletas: Matheus Bogut, Rafael Rabello, Gustavo Zanatta, João Alves, João Vitor, Lucas Reali, Luis Lustosa, Artur Martins, Matheus Silva, Nicolas Barbosa, Eugenio Neto, Yuri Twardoski e João Vitor Silva.
Vale destacar a excelente participação de muitos papais mamãe corujas, que torceram animadamente nas arquibancadas do colégio salesiano em Itajaí. Além de campeão, tivemos o atleta destaque da competição: Rafael Rabello.

Fatos 1
Nosso querido professor Coxinha (Lazier) com duas vitórias extraordinárias, dirigindo no NBB o basquete de Joinville, com orçamento diminuto, vencendo o Vasco da Gama e Botafogo no Rio de Janeiro, e perdendo por apenas um ponto para o timaço do Flamengo.
Luiza Buch e Amanda Lins participam da final do Campeonato Estadual adulto Feminino, em Blumenau, Karina e Natália defendendo Itajaí foram campeãs do sub-17 feminino Estadual. Uná Manfredini técnica de Porto União convidada a ser assistente técnica da seleção Catarinense no Rio Grande do Sul.
Árbitro Jorge Michael, irá para mais uma COPA BRASIL DE CLUBES em Minas Gerais.
Neto e sua piazada de 12 anos, campeão invicto da semifinal Clube Concórdia/APAB/ABBAS/LOTÉRICA DO CALÇADÃO campeão sul brasileiro sub-15, que na terça-feira desta semana, as atletas campeãs desfilaram pelas principais ruas de Porto União/SC, no caminhão de bombeiro, de maneira mais que merecida.
Memória inesquecível que escreveu, junto com suas colegas, pela primeira vez, a história do pequeno município de Porto União nos Jogos Abertos de SC. É, parece que o “vou acabar com o basquete” não está dando certo. O que se espera que de certo seja a união do prefeito e vice, e o respeito para com a história muitas vezes feita de suor, lágrimas e sangue.

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