Fragmentos

A Uniguaçu e a Secretaria de Cultura de União da Vitória promovem de 17 a 20 de setembro, no Centro de Eventos da Instituição de ensino, a Feira do Livro de União da Vitória, que terá a participação da Top Livros de Curitiba, do Macaco Estudado, de Lucio Livreiro e da Monstro dos Mares, estes de União da Vitória e Porto União.
A Top Livros disponibilizará diversas estantes de livros, distribuídas em pontos estratégicos da cidade, contendo obras de 1 real, que deverão ser pagas durante a feira e não em na retirada da estante.
O evento também terá contação de histórias, concursos relâmpagos de poesia e será encerrado na noite de quinta- feira, 20, com a segunda edição do projeto Conversa com escritores, no auditório Professor Dr. Wilson Ramos Filho, com o escritor, editor e dramaturgo curitibano, Otávio Linhares, que conversará com os leitores de seu mais recente livro, O cão mentecapto.
Oportuna e merecedora de aplausos a iniciativa da Uniguaçu e Secretaria de Cultura, que reeditam a Feira do Livro que chegou a ter seis edições. Iniciada na gestão de Hussein Bakri e continuada na administração de Juco, a iniciativa literária, foi ignorada e sepultada por Pedro Ivo Ilkiv, durante sua desastrosa administração.

Causa estranheza e perplexidade a preocupação quase patológica daqueles que temem a candidatura de Lula ou mesmo sua substituição por Fernando Haddad. Esses que temem a volta do PT se esquecem de um perigo muito maior proporcionado por um candidato reacionário e obscurantista, que defende um moralismo de almanaque, hipócrita e reacionário.
Nem preciso dizer de quem se trata. Mais que temer Lula, devemos ter receio de que nossas liberdades individuais possam ser restringidas e de que minorias possam ter seus direitos aviltados.

Encerrando por hoje as questões políticas, lamento que boa parte dos defensores do candidato da Idade Média, pela total falta de argumentos, partam para a retaliação pessoal, o que é repudiável, mas não estranhável, já que seu candidato se utiliza do mesmo artifício, motivado pela sua completa ausência de idéias e preparo.

Estive em São Paulo esta semana. Foi a primeira vez que voltei a capital paulista após a mudança de minha filha Mayara para a Califórnia. É engraçado, ou melhor, triste, como uma ausência pode modificar nosso olhar sobre uma cidade, que para mim ficou vazia sem Mayara. Sei que esse sentimento é passageiro, mas nem tive coragem de ir ao Itaim Bibi, onde minha filha residiu.
Ainda sobre Sampa: Não conhecia a rua Caio Prado, ou melhor, não sabia que ela era um prolongamento da Santa Antônia. Ela vai até a Consolação e depois dela passa a se chamar Santa Antônia. Fiquei feliz em andar pela Caio Prado, um dos mais importantes livreiros brasileiros. Fundador da mitológica Editora Brasiliense, que nos anos 80 publicaria as célebres coleções Primeiros Passos, Tudo é História e Encanto Radical. Pela Brasiliense também sairiam seminais obras da Beat Generation.
Caio Parado, foi ao lado de Enio Silveira, da Civilização Brasileira e Jorge Zahar, da Zahar Editores, um dos pilares da editoria de livros do Brasil e ao lado dos supracitados, seria perseguido pela Ditadura Militar, por não compactuar com o ideário golpista.

Causou tristeza o prematuro falecimento, aos 61 anos, de Otávio Frias Filho, editor da Folha de São Paulo.
Frias foi o autor do projeto jornalístico da Folha, que no final dos anos 80 revolucionaria o jornalismo no Brasil.
Até a próxima.

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