No Mês Internacional da Mulher uma homenagem a uma Afro-descendente

– Começamos com sua biografia
– Nasci em Capinzal/SC, filha de Orlando Alberto da Cruz e Bernardina da Cruz, tenho uma família de nove irmãos, e, desde 1990 resido em Porto União. Aqui me formei e cursei a Faculdade de Educação Física na Uniguaçu. Sou casada com o Irineu Francisco Rabuske e tenho três filhos (Deivit, Deisi e Deivison).
– Durante sua adolescência e vida adulta (Universitária) sofreu algum tipo de discriminação?
– Sim. Quando iniciei minha vida universitária por ser uma auxiliar de limpeza ouvi por muitas vezes o que eu estava querendo estudar já que eu era uma faxineira. Graças a coordenadora do curso na época, que me ajudou muito consegui me formar e hoje estou coordenadora de esportes de Porto União. Também fiz outros cursos como árbitro de futebol sete e futsal, o qual sofri dentro de uma quadra de esportes xingamentos ofensivos a minha moral por parte de alguns atletas ( se é que podemos chamar de atletas) que lá estavam, resultando em audiência no fórum de União da Vitória , e tudo ficou resolvido com os mesmos. Hoje me sinto realizada trabalhando com o que amo, sinto que apesar das dificuldades que o nosso país atravessa estamos fazendo um bom trabalho no município de Porto União na área do Esporte. Sinto-me agraciada pela comunidade que me recebe com carinho e atenção quando dos Eventos por este departamento realizado. Sou da raça negra e amo minha cor. Jamais negarei a minha raça, mesmo porque a cor do sangue do preto, branco, amarelo, ou seja, qual for é VERMELHO. Somos todos iguais cada um com sua maneira de viver.
– Então tudo valeu à pena, enfrentou de cabeça erguida à discriminação que ainda existe no Brasil e faria tudo de novo?
– Com certeza. Com a experiência que obtive durante a minha trajetória de profissionalismo sou uma mulher realizada, constitui uma família que viro leoa para defendê-los, estou neste ano concluindo mais uma pós-graduação em Neuro-Linguística que tanto almejava e me proponho a trabalhar ainda mais para que nossa população venha a usufruir dos seus direitos.
– Como diz uma enquete televisiva: Que País você quer para o futuro?
Com mais lealdade, mais transparência com o dinheiro público. Que nossas crianças tenham a oportunidade de estudar, que nosso povo brasileiro não seja mais escravizado como nos dias atuais, mais trabalho a todos para que possam manter suas famílias com dignidade, na área da saúde tratar nossa população com mais respeito, uma vez que todo cidadão paga seus impostos em dia. Que através do esporte possamos contribuir na formação de cidadãos pensantes e que venha a proporcionar o crescimento e ajudar nas realizações profissionais de cada um seja ela qual for.

 

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