O divisor das águas

O dia 24 de Janeiro de 2018 poderá ficar na história como sendo o divisor das águas entre uma era em que havia uma casta acima da lei e o restante do povo abaixo da lei. A condenação do ex-presidente, Luís Inácio da Silva, lava a alma de milhares de brasileiros que foram às ruas clamando por justiça.
A oitava turma do TRF4 após uma prolongada sessão, em que um dos advogados de Lula dormiu durante a fala de seu colega de defesa ao condenado, decidiu por três a zero confirmar a condenação ao ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão.
A despeito de petistas estarem se debatendo de maneira tresloucada perante a decisão dos três heróis do TRF4, há sim, não só provas periciais mas também documentais de que o ex-presidente é culpado.
Se quatro juízes reconheceram como culpado qualquer criminoso que seja, há de se ter em mente que ao condenar alguém com o poder de um ex-presidente, eles não seriam insanos a ponto de errarem ou serem injustos. Posto isso devemos lembrar que o ex-presidente em seu depoimento ao Meritíssimo juiz Sergio Moro, ameaçou o judiciário e o ministério público caso ocorressem indícios de que ele viesse a ser absolvido.
A presidente do PT senadora Gleisi chegou a declarar “vai ter que matar gente para prender Lula”. Ela e o ex-presidente condenado, desafiam as leis vigentes no país dizendo que vão registrar a candidatura do condenado a qualquer custo. Este tipo de postura não reconhece que a lei é para todos, eles julgam-se uma casta acima da lei. Que ironia quem assinou a lei da ficha limpa, está a mostrar que a assinou para outros, mas não para a sua casta!
Há indícios de movimentações do presidente Temer e outros políticos com o propósito de evitar que condenados em segunda instância sejam presos, ficando somente a prisão para condenados em terceira ou quarta instância, qual seja decisão no STF. A bem da verdade eles não estão preocupados com Lula e sim com o seu status quo, que em breve também será questionado face aos seus possíveis atos de corrupção e crime.
Oportuno lembrar que em entrevista ao jornalista Marcos Losekan da rede Globo, no dia 30 deste mês, a ministra Carmen Lúcia afirmou que a prisão após decisão em segunda instância não entrará em pauta e que este tema já foi decidido no ano de 2016.
Isto traz à memória a interceptação telefônica na qual Aécio Neves, foi flagrado usando linguajar próprio de líderes do crime organizado, como da favela da rocinha. Grande decepção para quem votou nele e hoje quer que o mesmo responda por seus crimes. A mesma postura deveriam ter os petistas em relação ao ex-presidente agora condenado por crime. Como diz o ditado, diga-me com quem andas e…
Todos lembram de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala e o vice Dilma, presidente em exercício Temer, estes também devem responder perante a justiça pelos seus atos.
Foram postados em redes sociais aventadas posturas de clérigos, ex-clérigos e outros autodenominados católicos, que supostamente estariam manifestando apoio à liderança petista. Prefiro falar da postura do Monsenhor Bernardo Gafá de Londrina, em relação a encontro de comunidades eclesiais de base.
Ele relatou que houve um grupo de extremistas de esquerda, que tentaram manipular o evento, tentando impor um partido e apresentaram fotos de líderes políticos no evento. Bernardo Gafá concluiu que o que deveria acontecer no evento, é a difusão da palavra de Cristo e não a difusão de ideias marxistas que tem uma posição antagônica ao cristianismo.
Para quem conhece a doutrina social da igreja sabe que o marxismo e socialismo são totalmente contrários à liberdade religiosa e à fé Cristã. Quem disser o contrário está mal intencionado, ou por ser mal informado acaba se transformando em inocente útil.
Para concluir se faz necessário firmar, que em 23 de janeiro, brasileiros autênticos, que amam sua pátria saíram ás ruas aos milhares em mais de 50 cidades, num ato clamando por justiça. Na avenida Paulista era milhares, em União da Vitória um pouco mais de 100 pessoas estavam em frente à justiça federal.
Estas pessoas no futuro serão motivo de orgulho à pátria, pois apesar das ameaças e perseguições, não se calaram e não se calarão, até que vivamos num país em que a lei seja para todos. As ameaças também foram feitas aos desembargadores Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus; mas a justiça imperou e a condenação aconteceu assim como para Maluf.
Agora pode-se dizer que o Brasil trilha para ser a terra de uma raça livre, inclusive de ideologias ultrapassadas e ditatoriais como o marxismo.

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