PACTO

 

Não sei se navegamos na produção de Stanley Kubrick e Arthur Clarke ou vivemos dentro de uma obra de Salvador Dali. Sei e sinto que flutuamos no cosmo desconhecido e que sequer podemos imaginar a dimensão surreal e profundidade que alcançaremos nas revelações que ainda nos serão dadas a conhecer.Ao me referir a Kubrick e Dali o faço para ilustrar nosso parco conhecimento cultural e dificuldade de compreensão que sentimos ao contemplar tais obras. Admiramos, mas dificilmente as entendemos. O bom é que quanto mais às vemos, um pouco mais as compreendemos, ou pensamos que compreendemos. Tanto as obras como as revelações que nos chegam através de todas as mídias.E só por isso, mesmo que de forma maciça, a enxurrada diária de informações – corretas ou não – que nos chegam é válida. A análise cabe a nós. O filtro deve ser nosso, separando tendências e refletindo sobre o todo. A gravidade zero e o vácuo moral que preenche as mentes da legião política instalada no planalto central e rasteiramente espalhada por todas as esquinas da Pátria Amada continuam a achar que está tudo normal. E a prática abusiva descarada segue. Sem pudor, sem temor. Normal que pensem assim; não para nós, os outros em quem uma tênue camada etérea permite encontrar momentos lúcidos de indignação diante ao mal feito. Brasília tem o odor do enxofre e o hálito de amônia causado certamente pelo excesso de proteína no sangue produzido pela podridão das carnes jbsianas-friboidianas consumidas em banquetes recheados de orgia amoral nas mesas onde abunda a ganância, o orgulho e a soberba. Usam, abusam e se lambuzam com a sobremesa da propina. Estamos fartos! Não podemos nos deixar contaminar pela nuvem escura carregada de corrupção e maldade em que esses malditos flutuam. Vivemos em dimensões paralelas, eles lá, nós cá; melhor que assim seja. Como trilhos de uma estrada férrea essa sensação de estarmos lado a lado sem a possibilidade de nos encontrarmos é o que me conforta. O que precisamos é fazer um pacto. O pacto do bem, de quem se preocupará somente com o trabalho, a produção, a melhora do conhecimento e da educação, o respeito às leis, a disseminação dos princípios morais e éticos, da gestão séria e eficaz, do desenvolvimento cultural e espiritual de toda uma sociedade que nada tem a ver com essa horda que habita os gabinetes da república. Isso nos levará a protegermos nossa mente e não sermos infectados pelo vírus mortal da imoralidade plena. Deixemos as coisas da lei para a lei – fiquemos vigilantes e operativos, porém sóbrios, porque a nação precisa e vai exigir muito de nós. Sem omissão, sem submissão e com total atenção devemos manter um olho no Supremo e outro no Planalto.Deixemos que eles, os de sempre, regridam a aurora do homem; que nós, os outros, busquemos a verdade e vivamos com solidariedade.  Como diz meu amigo YK, #boratrabalha. Brasil, um filho teu não foge a luta!Fcarraro – A Caneta de Meu Pai

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