Pare o mundo que eu quero descer

Quero descer, desembarcar de uma vez e tirar o pé do pus da podridão que toma conta da nação. Incrível, achei que isso não seria possível, mas o volume de corrupção não para de surpreender. No período de menos de 48 horas fomos bombardeados por uma penca de denúncias, operações da PF, Lava-jato, investigações internacionais no COB, apresentação e acolhimento de outra denúncia envolvendo tanta gente que foi chamada de “quadrilhão”, apreensão de malas e caixas de dinheiro em um só local (Bahia), com mais de 50 milhões de reais em espécie; outra busca e apreensão de 480 mil reais em espécie em cinco moedas diferentes em apartamento no Rio de Janeiro.
Quando a criatividade e o ditado popular dizem que ao se puxar uma pena vem uma galinha, eu afirmo que avançamos bastante e o que vem ao se puxar uma pena é uma granja, ou várias granjas. O volume de mal feitos é enorme! Envolvimento de 80% dos políticos em falcatruas, desvios e roubos de dinheiro público e o número não é aleatório, é só checar os listados do Congresso Nacional, Assembléias Estaduais, Prefeituras, Câmara de Vereadores, autarquias, estatais.
Em Brasília, fizeram do caixa da Petrobrás, BNDES, Eletrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, orçamento da União, Correios e de tantos outros órgãos públicos, a poupança e reserva de cada um. É como ir ao poço apanhar água, cada um pega seu balde e o lança no poço recolhendo o que acredita lhe ser devido. Tudo muito simples, muito natural.
Dentre os males que essas pessoas estão fazendo ao Brasil, um dos principais é a epidemia de depressão que está acometendo a população. Percebo as pessoas tristes, desmotivadas, cabisbaixas, a esmo, dando importância nenhuma ao que acontece, impotentes inundadas de desesperança.
Estão transformando o Brasil numa nação de zumbis. Precisamos reagir, pois eis que o tema previdência volta à baila e esse assunto afeta a todos. Roubam o país e não contentes com isso querem deixar um carnê de maldades para pagarmos, mas o dinheiro fica com eles. Que moral tem o ser político para realizar a “reforma da previdência”?
Como convencer alguém que falta dinheiro para a previdência, depois do resgate de caixas e malas de dinheiro com mais de 51 milhões de reais no apartamento de um só político, Gedel Vieira de Lima, ex-ministro de três governos, Deputado Federal no 5º mandato, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, participante ativo nas ações no escândalo dos “Anões do orçamento” em 1993, e, antes ainda como diretor da corretora do Banco do Estado da Bahia entre 1983 a 1984, quando foi acusado de ter favorecido a si e familiares com rendimentos acima da média em aplicações bancárias?
E os outros políticos, quanto cada um deles tem em contas de laranjas no Brasil e exterior, em imóveis e investimentos, em dinheiro vivo em colchões, gavetas, armários, paredes e buracos cavados em quintais, chácaras e fazendas?
Que moral tem o político – todos e qualquer um deles – para defender a “reforma da previdência” depois de estarem comprovadamente identificados como o soldo de Joesley Batista e sua trupe diretiva alcoolizada e chapada?
Triste ter que dizer, mas que moral tem o STF, a Justiça brasileira, seus braços e apêndices para homologar, aceitar ou deixar de aceitar qualquer decisão tomada na calada da noite por esses políticos que tentam – mas não conseguem mais – se esconder em armários, malas e cobrem as cabeças com guardanapos em orgia financeira nos restaurantes mais caros do planeta?
Que moral tem o político que ai está para realizar qualquer reforma? Que credibilidade, qual o nível de confiança que transmite? Que moral para apresentar e aprovar qualquer projeto?
Que moral possui um político que sempre esteve aliado a denunciados, muito já julgados e condenados, comprovados corruptos como Lula, Dilma, Lobão, Valdir Raupp, Temer, Renan, Sarney, Jucá, Mercadante, Gleisi, Palocci, Aécio, Cabral, Mantega, Paulo Bernardo e tantos outros, participantes de quadrilhas e quadrilhões?
Que momento desgraçado vivemos, quando a mala com dinheiro desfilando fagueira na saída de pizzaria em SP conduzida por Rodrigo Rocha Loures torna-se insignificante necesserie.
O grito dado por D.Pedro nos libertou da Coroa Portuguesa, tornando o 7 de setembro data maior da Pátria em que comemoramos a Independência do Brasil. Agora uma equipe de homens dignos, liderados pelo Juiz Sérgio Moro e pelo Procurador Federal Deltan Dallagnol tenta nos libertar da lama de corrupção que domina nosso país. Oremos por isso, por eles e por todos nós!

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