Passa o comando

Adepto da alternância do poder, o vice- prefeito de União da Vitória, Bachir Abbas, deve deixar a presidência do diretório municipal do PSDB. Acontece que o vice- presidente é o ex-prefeito de União da Vitória, Carlos Alberto (Juco) Jung, que mudou seu domicílio eleitoral para Porto União. Pela ordem, quem deve assumir a presidência é o 1º secretário, que vem a ser o presidente do Poder Legislativo Municipal, vereador, Almires Bughai. Além do vice-prefeito, o PSDB, conta com três vereadores na Câmara Municipal.

Conselho
“Nunca interrompa o seu inimigo, quando ele estiver cometendo um erro.” Esse conselho, é de Napoleão Bonaparte, imperador francês, que escreveu o seu nome na história, pelas conquistas que realizou.

Reformulação
Prefeito de União da Vitória, Santin Roveda (PR), vem promovendo uma reformulação na sua equipe do primeiro escalão. Além da nomeação de Aloísio Salvatti, para a secretaria de Obras, outras mudanças devem acontecer até o final do mês.

Em missão política
Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindenbergh Farias (PT-RJ) faltaram às sessões de terça e quarta-feira, no Senado Federal. Os dois petistas estavam em Curitiba, participando de ato em defesa do ex-presidente, Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal. Os senadores apresentaram ofício informando que estavam em missão política e, com isso, não terão a falta descontada, pois, esse é um dos motivos aceitos para isentar o parlamentar do desconto no salário.

Mal na foto
A reprovação ao governo Michel Temer (MDB), está consolidada. De acordo com o Ibope, 84% dos entrevistados desaprovam a política de segurança pública, 80% a educação e 85% a taxa de juros. Quem teria coragem de ir para o palanque eleitoral, com um legado desses?

Fora da curva 1
Não é concebível, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), queiram debater e julgar novamente, a questão do cumprimento da pena de prisão para os condenados em segunda instância, e a polêmica do trânsito em julgado. Com todo o respeito, que esses ministros merecem, mas essas duas teses juntas, somente interessa aos corruptos, e figuras proeminentes da República, flagrados com provas, na maior roubalheira da história do Brasil, e que são defendidos também, pelas bancas de advogados conceituadas, que querem dar aos seus clientes criminosos, a terceira, quarta e quinta instância, pois todos sabemos, recebem milhões de reais, para entrar com incontáveis recursos até ganharem a prescrição da pena.

Fora da curva 2
Esses mesmos privilégios não têm o cidadão comum. Porque pobre não tem dinheiro para recorrer á segunda instância. É constrangedor, ouvir os ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, invocar os “direitos humanos”, para proteger criminosos e bandidos de colarinho branco. Humanos pobres não têm direito algum, de recorrer a Suprema Corte. E o que é mais grave: Enquanto a Justiça Federal de Curitiba e o TRF 4 de Porto Alegre, têm revelado competência e agilidade nos julgamentos da Lava jato, – 77 dos denunciados já foram condenados- no Supremo Tribunal Federal, protege-se senadores, deputados federais e ministros de Estado, todos denunciados, ou réus, sem alguma decisão, pois são blindados vergonhosamente pelo foro privilegiado, e que , a Corte não julga, e o processo se extingue por decurso de prazo.

Disseram… “Não existe democracia, quando os governos são escolhidos por um eleitorado que tem um dos piores níveis de educação do mundo”. J. R. Guzzo, colunista da revista Veja.

 

 

René Augusto (In memoriam)
Edição nº 440 – 18/setembro/1976 – Ano XXIII

Só Deus é infalível
Não temos muita coisa neste Brasil que mereça o carinho que se devota ao poder Judiciário. Se muitas vezes falha, quase sempre é uma ilha de refúgio onde o náufrago encontra possibilidade de salvação.
A justiça ainda representa uma tênue esperança. O juiz é o depositário da fé sagrada, ainda que escorregue. Se há os impuros, constituem exceções como entre os médicos e os padres. E há aqueles de triste memória, que passaram pelo judiciário errando, como alguns que passaram por aqui e até já nos deixaram, que Deus se apiede de suas almas . Respeitemos os mortos, mas a história não os esquece.
Longe de nós a intenção de assacar contra autoridades a pecha de leviano, ou leviandade no trato com as leis. Críticas, sempre as fizemos, porque longe de nós também o pensar que uma autoridade é imune à crítica, como um Deus todo poderoso. Todo o homem que exerce uma função pública, seja togada ou não, está como o artista no palco ou como o atleta na competição sujeito ao aplauso ou à vaia. Só Deus, em sua onipotência, é infalível. O repórter pode ser inconsequente, mas na crítica pode estar o subsídio a autoridade pura, enquanto no elogio gratuito e barato, pode estar a tocaia. A cilada. O repórter pode ser inconsequente muitas vezes. O jornalista em seu dia-a-dia pode errar, mas nas mais das vezes procura o homem honesto da imprensa não ser servil nem de espinha curada a poderes. Apenas o respeito deve ser mútuo. Assim, o jornalista honesto procura na crítica, através de seus anos de calejamento vivendo nos diversos setores da vida, oferecer subsídios à autoridade para de cultura vasta e de saber jurídico excepcional, mas afeita às lides de gabinete. Quais Júris? Por isso, ou em função disso, é que se solta culpado e se prende inocente. São as inconsequência das próprias leis ou dos próprios homens que trabalham com elas. São faltas de afinidade entre autoridades que levam os jornalistas às inconsequências e distorções. Os homens fazem a história, nós a escrevemos.
A prova: Auto de reconhecimento
Feito esse intróito, julgamos necessário esclarecer que João Domingues vulgo Sapinho, assaltou Victor Borba Cordeiro, em Porto União, em companhia de Japonês e Britinho dois foragidos da penitenciária de Curitiba e mais Téia, outro procurado. Roubaram do velho Victor Cr$ 7.500 em dinheiro e dois acordeons. João Domingos foi preso em União da Vitória e, pelo escrivão José Camargo, procedida a identificação e o reconhecimento pela vítima.
Sapinho foi reconhecido. Isso consta das fls. 2, do Auto de Reconhecimento, arquivado no Cartório da 4ª Subdivisão em União da Vitória. O jornalista calejado sabia que Sapinho, junto com Japonês. Britinho e Téia não iriam a nenhum baile de debutantes. Dos Cr$ 7.500 ele ficou com mil cruzeiros. Os homens fazem a história, nós a escrevemos.
N.R. No texto original é citado o nome do de um juiz que exerceu sua função aqui. Em respeito aos seus familiares, já que ele está morto, omitimos sua identidade.

 

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