Pensão alimentícia

Muito embora o final do ano e o “clima natalino” nos traga bons ventos e esperanças em dias mais fraternos e harmoniosos, nosso cotidiano revela problemas graves na relação familiar.
É comum entre nós, até algumas brincadeiras (de péssimo gosto, por sinal) sobre as desavenças entre membros da família nesta época. Inúmeros são os casos.
Mas a minha abordagem de hoje será sobre “pensão alimentícia” e a relação de direitos e deveres dos pais, com relação aos filhos. Mais do que exigir o pagamento da pensão, a justiça busca o fortalecimento dos laços familiares, através do amor e do afeto. Isso nem sempre é alcançado de maneira conciliatória.
Em alguns casos, os pais até manifestam interesse, mas penalizados pelo desemprego e as dificuldades materiais, esta relação acaba se tornando conflituosa. Aí entram os avós.
A 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por unanimidade, negou provimento ao recurso do autor e manteve a sentença que julgou improcedentes seu pedido para que sua avó paterna fosse obrigada a lhe prestar alimentos.
Em seu recurso, o autor alegou que sua mãe não tem condições de sustentá-lo, pois está desempregada. Seu pai, apesar de efetuar alguns depósitos, os faz fora do prazo e em valores inferiores ao que foi combinado. Segundo o autor, sua avó paterna recebe pensão e tem responsabilidade complementar em relação a seu pai, assim, deve arcar com seus alimentos.
Na decisão, os desembargadores reafirmaram o entendimento sumular nº 596 do Superior Tribunal de Justiça, e explicaram que a responsabilidade dos avós decorre da impossibilidade total ou parcial da prestação de alimentos pelos pais – fato que não foi comprovado no processo – e registraram: “Desse modo, os avós só devem ser compelidos à prestação alimentícia de forma complementar e subsidiária, quando for demonstrada a impossibilidade de o pai e a mãe proverem os alimentos aos filhos. (…) Na hipótese, a apelante não conseguiu demonstrar a impossibilidade de seus próprios pais prestarem alimentos em seu favor. O fato de encontrarem-se temporariamente sem emprego formal não os exonera do encargo alimentar, eis que esta condição é transitória, sobretudo porque são saudáveis e possuem plena capacidade de inserção no mercado de trabalho. (…) A avó paterna, por sua vez, possui 71 anos, é viúva e recebe tão somente a pensão por morte, ao contrário do que afirmou a apelante. Portanto, como os pais possuem capacidade contributiva, não há que se falar em obrigação da avó paterna em relação à pensão alimentícia em benefício da neta”.
O processo corre em segredo de justiça. FONTE: TJDFT

Sei que o tema em nada se relaciona com a véspera de Natal, mas resolvi fazer esta abordagem justamente para exemplificar a fragilidade da relação em alguns casos, onde o “espirito natalino” está tão ausente que o próximo dia 25 será um dia como outro qualquer.
Desejando harmonia, saúde e muito sucesso, eu, a Cinthya, Camila e Joana , nos despedimos, pactuando o retorno para um ano novo repleto de boas novas. Fraternal abraço.

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