Reavivando memórias e contos de Therezinha Leony Wolff

Impossível até esse momento, relatando os mais diversos assuntos e vivências de muitas pessoas, não referendar Therezinha Leony Wolff, a qual reaviva a memória de todos, com seus contos e falas em suas inúmeras histórias e acontecimentos.
Num brevíssimo currículo, em 02 de junho de 1935, nascia a portounionense Therezinha Leony Wolff na mesma casa que seu pai Valentim Varacoski, união-vitoriense nascido em 1905, devido sua natalidade na época, ainda não existir o município de Porto União/SC, inclusive nesta mesma referida casa estava localizada no então lado paranaense de União da Vitória. O casal (Valentim Varacoski e Linda Montecelli) vivia numa sublime convivência em meio ao período do antes e do depois dessas ocorrências divisórias de terras, motivada por acordo limítrofe devido o Conflito do Contestado.
Therezinha iniciou sua carreira estudantil no Jardim de Infância (período integral) do Colégio Santo Anjos, inclusive recorda de momentos bons e maus, a exemplo de uma inusitada situação em que foi penalizada, uma vez, um dia inteiro, ficou isolada e esquecida num dos quartos escuros (castigo), devido a peraltices de infância, sendo achada (por sorte) somente no final do expediente por uma das serventes quando efetuava a limpeza do colégio.
Foi alfabetizada, pela 1ª Vereadora de Porto União, Araceli Rodrigues Friedrich, no então Grupo Escolar Profº Bauduino Cardoso, local onde também completou seu 1º Grau no Curso Normal Regional (semelhante à Pedagogia) que dava direito a lecionar em escolas de 1º Grau.
Já o seu 2º Grau foi conquistado na Escola Normal Secundária Profª Amazília, anterior Fafi-UV, hoje Unespar-UV, local onde aprimorou seus estudos superiores em pedagogia (a qual dava direito de lecionar Pedagogia, Sociologia e Psicologia, não sendo possível ministrar Matemática, devido à falta deste currículo não implantado na época), obrigando a completar esses estudos em Curitiba na UFPR – especialização em Supervisão Escolar.
Em 1954, Therezinha casou-se com Ivo Hercílio Wolff (nascido no Saltinho do Canivete-Canoinhas/SC) e morando em Porto União, o casal foi agraciado com sua primeira filha Cátia (1956), e, Ivo Júnior (1960), para posteriormente em Curitiba, vislumbrar o nascimento de sua filha Fernanda (1977). Na época, os referidos filhos prosseguiram estudos em Curitiba, ainda sem a constante presença de Ivo, por pertencer ao quadro de funcionários da CEF – PU, inclusive posteriormente, sendo designado como primeiro gerente da CEF – Caçador/SC, obrigando Therezinha então funcionária pública/PR em União da Vitória e mesmo sem ser concursada/SC em Porto União também lecionar, mudar-se para junto de seus filhos em Curitiba. Na capital paranaense, atuou profissionalmente na Supervisão dos Municípios Litorâneos/PR e depois vindo a atuar na própria Secretaria de Estado da Educação/PR, no então governo Jayme Canet Júnior para alcançar sua aposentadoria pelo Paraná em 1983. Convivendo tranquilamente com sua família, agora completa, pois Ivo também estava aposentado, ficaram na capital paranaense, exercendo outras atividades profissionais até 1988. Ainda em Curitiba, mesmo aposentada Therezinha conseguiu muitas outras oportunidades de trabalho, a exemplo de exercer atividades educacionais que auxiliaram muitos jovens pelo Brasil, quando de sua participação com Estudos Sociais (1983 até 1988), na elaboração das Apostilas do Curso Positivo, no Centro de Pesquisas daquela renomada instituição de ensino.
Em 1988, retornou a Porto União, e foi residir com sua família na residência que fora de seus pais e prosseguiu com suas múltiplas atividades em várias áreas educacionais, culturais, sociais e artísticas, sempre em prol da sociedade, onde destacamos a criação com um grupo de pais, do Centro de Danças Porto União da Vitória, da coordenação dos festejos do Centenário de União da Vitória e também na época do então prefeito de União da Vitória, Profº Mário Riesemberg, com sendo (Therezinha) a primeira diretora fundadora da Fundação Municipal de Cultura do Município. Ainda, entre as infinitas atividades, citamos também a brilhante atuação como coordenadora e reativadora por muitos anos da Casa Cultural “Aníbal Khury”, popularmente “Castelinho”.
Finalizando, deixamos aqui entre as várias atitudes exemplares, a importância de sempre preservarmos a nossa história por mais variados meios, como relatos, livros, objetos e os próprios contos de outrora, inclusive deixamos aqui, uma de suas costumeiras falas: “Vamos preservar os nossos Casarios”.

Antonio FM Budal -Reg. Mte: 10877/PR
Antonio FM Budal – Reg. Mte: 10877/PR – Set/2016

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