The Walking Dead com spoilers e mortes sofridas

***contém cinco milhões de spoilers sobre os
zumbis e a guerra total
Hoje trago spoilers das duas últimas temporadas de The Walking Dead. Ambas já acabaram e a gente poderia discutir que coisas que aconteceram no ano passado já não poderiam ser chamadas de spoiler. Mas, como pra quem acompanha as aventuras de Rick Grimes e seus amigos contra os zumbis apenas pela Netflix a sétima temporada é novidade total, vou avisando que conto aqui todos os personagens que morreram. E, além disso, trago uma notícia sobre a nona temporada que vazou essa semana: possivelmente esta seja a última temporada com a participação do Andrew Lincoln, ninguém menos que o próprio mocinho imortal supracitado.

Então, aquele esquema, se você estiver atrasado com a sua maratona zumbi eu sugiro que não leia a partir daqui. Porque a partir daqui eu digo que perdemos um dos personagens mais legais já de cara no início da sétima. E a impressão que eu tenho é que sem o Glenn todo mundo pode descambar para o lado do mal, especialmente a Maggie. Coisa que poderia acontecer com o Rick depois da morte do Carl no meio da oitava, mas o rumo é bem outro pra ele. Viram? Dois mega spoiler no mesmo parágrafo.

Como as duas últimas temporadas apresentaram e consolidaram o mesmo antagonista, Negan, poderiam ter ritmos e sensações parecidas. E mesmo ambas contando com mortes expressivas de personagens significativos, elas se tornam completamente distintas, ao passo em que a sétima se concentra em múltiplos universos e personagens e beira o torture porn; a oitava se preocupa em juntar todos esses universos numa grande história única e se concentra num brilhante arco de redenção. Infelizmente, mesmo com a troca de showrunner de uma temporada para outra, os índices de audiência de The Walking Dead não andam lá muito satisfatórios. É uma pena, porque a oitava temporada foi menos vista, entretanto é significativamente melhor que a sétima. A união de todos os universos e a conclusão da guerra total, com a busca incessante do lado dos mocinhos por um resto de humanidade e civilidade no mundo, deixa clara a mudança de rumo e o início de uma nova era para nossos personagens favoritos, ou pelo menos o que restou deles.

A sétima temporada é difícil de assistir, até porque parece que o choque e a violência eram injustificados, o gore atingindo níveis estratosféricos. Mas a estória perde quando o foco não são os personagens, mas apenas a quantidade de sofrimento que lhes pode ser infligida antes que desabem em desespero ou morram mesmo. A impressão que eu tenho é que os zumbis sequer importam. O ser humano é tão terrível que os mortos-vivos são as melhores pessoas pra povoar esse novo mundo mesmo. E quando eu digo ser humano é dos dois lados. A turminha do Rick e tudo que foi feito na sexta temporada também não é lá grande coisa. Apesar do Negan, é claro, ser infinitamente pior. Quando Hilltop, o Reino, Oceanside e o Lixão nos são apresentados essa sensação de horror se dissipa um tanto. Principalmente pela participação do Rei Ezekiel. Quando todos se unem a gente renova a esperança. Para logo em seguida Rick ter seu tapete puxado e a gente voltar pra uma espécie de tortura horrenda. Ainda bem que isso dura minutos apenas, no final da sétima, porque na sequência todos se unem contra os Salvadores. Menos a galera do Lixão, bando de traíras.

A oitava é a preparação para a guerra e as primeiras etapas do plano dos caras bons, que parecem finalmente vão derrotar os caras maus. O problema é que essa coisa do plano se enrola por vários episódios e a temporada fica boa de verdade a partir do oitavo, justamente quando tudo parece ruir e o Carl morre. Mas é aí que a humanidade daquelas pessoas se revela. É pelos olhos e pela vontade do Carl em seu leito de morte, que fica claro que não é possível continuar apenas sobrevivendo, que é necessário viver. E para isso é preciso perdoar, é preciso reinvestir na civilização. E por causa disso, por entender isso, é que a temporada termina como termina, com Rick poupando a vida de Negan, para a ira da viúva Maggie, que com Jesus e Daryl diz que Rick e Michone precisam enxergar seu erro em poupar o grande vilão. Fica aí uma possiblidade de cisão entre os próprios mocinhos para a próxima temporada. Será que a civilização pode mesmo triunfar? Em The Walking Dead parece pouco provável. Em outubro a gente começa a descobrir.

 

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