SOBRE VÁRIAS COISAS
QUE ACONTECERAM NAS ÚLTIMAS SEMANAS
Bem, várias coisas aconteceram desde
o nosso último encontro aqui nesta página.
Pra começar eu fui assistir ao intenso novo filme de
Christopher “Batman” Nolan, A Origem. E apesar da trama
complicada sobre vários planos de consciência dentro do
universo dos sonhos e a inserção de uma idéia original
na mente do alheio, o filme se sustenta bastante bem em
suas duas horas e meia de duração. Cenas eletrizantes de
ação conduzidas por um diretor hábil e um elenco
talentoso fizeram com que eu ficasse grudada na poltrona
quase sem respirar. Tensão bacana com atores famosos
bacanas, tais como Leonardo DiCaprio, Ellen Page (a
adolescente de Juno) e Marion Cotillard (que já ganhou
um Oscar por sua incrível interpretação de Edith Piaf).
Vale a pena conferir se estiver ao seu alcance.
Outra coisa foi a minha passagem por União da Vitória a
convite do SESC para falar de uma das coisas que eu mais
gosto nessa vida, a Nouvelle Vague. O Cinesesc exibiu
dois filmes de 1959, Os Incompreendidos, do mestre
François Truffaut e Acossado, do artista mais genial de
todos os tempos, Jean Luc Godard. Foi divertido poder
rever os filmes na tela grande e conversar com as
pessoas depois da exibição. Uma boa iniciativa para
levar o dito cinema de arte ao interior. Que continue
assim e cada vez melhor.
Também foi fechada, finalmente, a escalação do festival
de música Planeta Terra, que acontece no dia 20 de
novembro em São Paulo. Infelizmente os boatos de que a
banda escocesa Belle and Sebastian participaria do
evento não se confirmaram. Entretanto o festival traz
algumas bandas ilustres que já haviam acabado, como
Smashing Pumpkins e Pavement. Na frente jovem o festival
mais do que privilegia a diversidade, com artistas tão
diferentes entre si como Mika, Phoenix e Hot Chip. A
atração brasileira mais aguardada – bem, pelo menos por
mim – é o coletivo Novo Paulistas, que conta com Tiê,
Thiago Pethit e Tulipa Ruiz. Ingressos comprados, em
novembro conto pra vocês se foi bom ou não.
E por último, mas não menos importante, a premiação mais
importante da televisão estadunidense, o Emmy. Se você,
como eu, é viciado em televisão, deve ter ficado sabendo
que a cerimônia aconteceu no domingo último. E também
deve ter ficado torcendo por seus favoritos.
O prêmio foi apresentado pelo engraçado Jimmy Fallon,
que integrou o elenco da seminal série Saturday Night
Live por anos. Destaque para os momentos musicais,
especialmente a abertura parodiando a série Glee e as
canções de despedida para as séries que se encerraram,
como Law and Order, LOST e 24. A parte chata da
premiação ficou por conta dos inúmeros prêmios aos
filmes produzidos para a TV, que parecem legais, é
verdade, mas que não exercem por aqui o mesmo fascínio
que os seriados.
Eu, por exemplo, sou viciada em Glee. Não perco um
episódio e acho a série genial, mas não fiquei triste
quando o Emmy de melhor comédia foi para Modern Family,
uma série igualmente boa e engraçada. E também, Jane
Lynch levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em
comédia, algo completamente merecido, Ryan Murphy, o
criador de Glee levou o prêmio de direção e Neil Patrick
Harris de participação especial. Aliás, no quesito
participação especial foi brilhante ver a veteraníssima
Betty White levar a melhor por sua participação no já
citado Saturday Night Live.
A coisa que eu não entendo muito bem é o sucesso de
Breaking Bad, que levou os prêmios de melhor ator para
Bryan Cranston, melhor ator coadjuvante para Aaron Paul
e ainda o prêmio mais importante, o de melhor série
dramática. Tenho a séria impressão de que a série é um
programa para meninos e eu sou menininha demais pra
gostar. No quesito série dramática fico com The Good
Wife, House e Grey's Anatomy.
A lista completa dos vencedores do Emmy está disponível
na internet em mais de 200 sites. Se você perdeu e quer
conferir é só dar um Google, ok?