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Suelen
Kukul
Cultura Latina |
Atualizado em 27/08/2009
A fronteira com o mar
A cicatriz mais longa de Havana, sua “grande muralha” é
o calçadão. Um lugar onde os cubanos, sentam-se de
costas para a realidade de suas vidas e de frente para o
mar, prontos para serem retratados pelo olhar fascinado
dos turistas. A vida social da capital de Cuba gira em
torno deste calçadão, homens e mulheres crianças e
jovens passeiam por ali ou simplesmente se encontram em
grupos, conversam, bebem rum ,os apaixonados se beijam e
os velhos vêem a vida passar com todo o tempo do mundo
pela frente.
O calçadão tem mais de cem anos de história, foi
construído com a idéia de criar espécie de banhos
públicos para todos que pudessem desfrutar das águas
cálidas do caribe. Atualmente somente algumas crianças
audaciosas se banham entre as ladeiras que dão lugar ao
mar. Para os turistas que percorrem pela primeira vez
Havana, é um valioso ponto de orientação, pois contorna
todo o bairro Del Vedado e a parte central da cidade até
a Havana velha.
Seus mais de 5 km de longitude vão desde o castelo da
ponta até a uma pequena torre, cujos jardins terminam no
calçadão. Observando o calçadão do lado do castelo
podem-se ver antigas construções com belas colunas
algumas completamente destruídas pelo tempo, pareceriam
até com casas fantasmas se não fosse pelo fato de que se
pode ver nas janelas seus habitantes e também nas
sacadas que parecem impossível de sustentar-se.
Esta Havana, no entanto não tem nada a ver com as
milhares de fotografias turísticas que mostram, mas não
captam a essência desta velha cidade, quem a visita
adentra em um lugar mágico e decadente que jamais se
descobre tudo como seu povo, seu mar e seus belos e
misteriosos lugares, e ninguém que tenha estado por ali
poderá negar que tem mais de uma anedota para contar.
Gracias por todo, um fuerte abrazo y hasta pronto mis
amigos...
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