NOTA OFICIAL

Primeiramente, frisa-se que o Município de União da Vitória/PR lamenta a paralisação de parte da categoria da rede municipal de ensino, na medida em que sempre se colocou aberto ao diálogo com a classe, tendo o Prefeito Municipal atendido em seu gabinete o Presidente do Sindicato do Magistério e diretoria, absolutamente todas as ocasiões em que fora procurado por eles, de forma a sempre tentar atender as reivindicações possíveis. 
Alegou, o Sindicato do Magistério, em seu comunicado, que a paralisação se dá pelos reajustes salariais não ocorridos a contento, nos anos de 2017 e 2018, bem como dos alegados avanços da categoria, não concedidos.  
Necessário deixar claro, porém, que no presente episódio, quem cessou o diálogo foi o próprio Sindicato do Magistério, que em Agosto/2018, entrou na Justiça pleiteando os alegados avanços e, curiosamente, aproximadamente 7 (sete) meses após a propositura da tal ação, utilizam-se do mesmo discurso como bandeira de greve!!! 
Frise-se que ao ser judicializada tal questão, o Município não tem como negociar, por impedimento legal. É direito da categoria procurar o Judiciário, se entende possuir direitos violados, contudo, ao Município cabe, agora, somente aguardar a decisão da Justiça sobre o assunto, em obediência a lei. 
Ademais, importante ressaltar que em razão da elevação do índice de despesas com pessoal, o Município está ainda impedido de administrativamente conceder qualquer avanço, inobstante já venha tomando diversas atitudes administrativas e cortes, tudo no sentido de restaurar com urgência a normalidade, fato este já levado ao conhecimento do próprio Tribunal de Contas do Estado do Paraná.
Em União da Vitória, importante registrar, os professores da rede municipal, sem exceção, recebem o piso salarial com valor acima do piso nacional, estando todos com seus salários e 13º salários em dia, mesmo sendo bem diferente a realidade de diversos outros Municípios, em face das dificuldades oriundas da maior crise já vivida neste País, onde há casos em que os salários estão atrasados há meses, 13º impagos, e certamente não por “vontade” de seus respectivos gestores.    
Portanto, para os que ainda não enxergam tal greve como ilegal, ela se mostra, no mínimo, absolutamente DESPROPORCIONAL, na medida em que se pleiteia, entre outros, questões que, como dito, já estão na Justiça para serem julgadas, assim como parecem demonstrar enorme insensibilidade com pais e alunos, que são os maiores prejudicados, indiscutivelmente, com tal paralisação.  

Todos sabem que, há pouco mais de 1 (um) mês, a pasta da Educação está sob novo comando, do professor Ricardo Brugnago, ocasião em que, e somente então, a administração municipal tomou conhecimento de alguns reparos que necessitam ser feitos em escolas e CEMEIS, bem como de determinadas manutenções que não estavam ocorrendo a contento, entre outros, situações estas que já estão tendo as devidas providências, e em caráter prioritário, pelo responsável da pasta, inclusive tendo sido determinada a realização de licitação, especificamente para reparos e atendimento da rede pública de ensino, por parte da Administração Municipal.  
Portanto, o Município de União da Vitória/PR vem fazendo todo o possível para atender todas as reivindicações postas, corrigindo sempre eventuais falhas ou desajustes, que acontecem em qualquer administração. Contudo, o Município não pode concordar com a desproporcionalidade da medida escolhida pela categoria, em face de todos os argumentos acima postos, permanecendo aberto ao diálogo e esperando que as atividades retornem ao normal com a maior brevidade, cessando, assim, os prejuízos e transtornos sentidos por todos os envolvidos, especialmente, como dito, pelos alunos e seus pais – os maiores afetados, neste cenário.   

                    HILTON SANTIN ROVEDA
                          Prefeito Municipal

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