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Questões de
Estilo
Fahena Porto Horbatiuk |
Atualizado em 02/09/2010
Academia de Letras do Vale do Iguaçu (Alvi) completa 10
anos
Há 10 anos, por
iniciativa dos saudosos Dr. Túlio Vargas e Prof.
Francisco Filipak, foram congregadas algumas lideranças
culturais, para criar nossa Academia. Na época, nem
sabíamos muito bem a dimensão do feito, sabíamos que
seria mais um compromisso social, mais serviço à cultura
regional, e que os famosos “chazinhos” seriam apenas
referência à ocasião dos encontros amistosos, de
planejamento e ação.
Nem se imaginou que nossos grandes mestres tivessem
tempo para longas reuniões de conversas amenas,
simplesmente como forma de lazer, mas para muito labor
concederiam um tanto de sua preciosa existência. Tanto é
assim que escolhemos para nossos líderes, nesta década,
pessoas batalhadoras, e incansáveis, como Joaquim Ribas,
Raulino Bortolini e Therezinha Leoni Wolff. E o lema de
nossa bandeira endossa esse raciocínio: “Nulla dies sine
línea”, sugestão do mestre Nelson Antonio Sicuro.
Historiadores, poetas, pintores, músicos, pesquisadores,
professores, cooperam entre si, em harmonia, num ritmo
de quem tem muito a dizer. Assim, livros e revistas,
sessões culturais, eventos cívicos, tertúlias, debates,
pesquisas históricas e sua divulgação, e tantos outros
momentos marcaram nossa viagem no tempo, até aqui.
A sociedade, acolhedora e benfazeja, também vem ao
encontro de nossas aspirações, solicitando parcerias e
apoio, de forma que a Alvi já se enraizou, e tem
produzido bons frutos e sombra.
É natural que tenhamos nossas tristes notas, nas
“Sessões - saudade”, em homenagem a valorosos e queridos
confrades, como: Ghassoub Domit, Alexandre Drabik,Helena
Klotz, Yeda Cordeiro Ramires, Francisco Filipak, e Neli
Sicuro. Cumpriram sua missão, e continuam iluminando
nossos projetos. Todos eles deixaram obras publicadas,
como parte de seu legado.
Como cada membro da Academia tem seu patrono, sobre o
qual deve pesquisar, dando-lhe o devido reconhecimento,
tem feito o resgate de boa parte da história regional,
graças à vida desses ilustres antepassados, cujos ideais
e ações, quanto mais conhecidos, erguem bandeiras para a
população deste Vale. Nessa mesma linha, a Alvi concede
a Comenda Pinhão do Vale em honra de duas pessoas,
anualmente, por seu mérito nas áreas cultural, social,
literária e científica. Dessa forma, passado e presente
estão cada vez mais entrelaçados e historicamente
registrados. Já receberam essa distinção pessoas de
inquestionável participação na construção social das
Cidades Gêmeas: Maria Teresa Kroetz Bieberbach, Manoel
Claro Alves Neto, Guerino Masignan, José Kretschek,
Francisco Filipak, José Nelson Dissenha, Ivette Mazalli,
Frei João (Wilhelm Heirichs), Pe. Osvaldo Santoni, João
Sliwinski, Walfrido Della Barba Kürten, Major Mário
Renato Erzinger, Aldair Muncinelli e Altamiro Lisboa.
O futuro vem brotando, verdinho e vigoroso, com
orientações à juventude, na preparação de seus escritos,
com entrevistas, nos eventos culturais, na criação de
associações de artistas e de artesãos, no incentivo às
artes em geral, na caminhada, juntos, em direção a mais
luz. Atualmente fortalecemos nossos sonhos, com a
criação da Academia de Cultura Precursora da Expressão (Acupre),
que funciona há um ano, em consonância com a Alvi, visto
que ambas fomentam os valores artísticos e culturais.
Cada uma tem seu perfil, visão e missão específicos, mas
o horizonte é o mesmo.
Parabéns à Alvi por sua constante atuação, sempre
engajada nas elevadas iniciativas pelo desenvolvimento
cultural e bem coletivo regional. Parabéns aos
confrades, alvianos e aos acupreanos, com votos de que
sejam fortes e decididos na caminhada.
Fahena Porto Horbatiuk
Mestre em Lingüística Aplicada, membro da Academia de
Letras do Vale do Iguaçu (Alvi), professora de Língua e
Literatura nos cursos de Secretariado Executivo e
Comunicação Social, e presidente do Conselho Editorial
da Uniuv. Esclareça suas dúvidas. Mande sugestões para
esta coluna pelo e-mail
prof.fahena@uniuv.edu.br
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